O presidente do Governo Regional da Madeira não afasta a possibilidade de se deslocar à Venezuela assim que existam condições políticas e de segurança para o permitir, com o objectivo de acompanhar no terreno a situação da comunidade madeirense e contribuir para um clima de tranquilidade junto dos emigrantes.

Miguel Albuquerque afirmou que a prioridade, neste momento, é garantir a segurança da população e acompanhar de forma permanente a evolução do contexto político e social no país, sublinhando que qualquer deslocação só será ponderada quando estiverem reunidas as condições necessárias.

As declarações surgem num contexto de grande expectativa em torno de uma eventual transição política na Venezuela. Segundo o presidente do Governo Regional, a aspiração generalizada da população e da comunidade emigrante é que esse processo decorra de forma pacífica e conduza a uma democracia plena, embora reconheça que ainda não existe uma definição clara sobre como essa transição poderá concretizar-se.

Miguel Albuquerque referiu que a situação está a ser acompanhada desde a madrugada de ontem, com informações provenientes de várias regiões fora de Caracas. Cidades como Maracay, Valência, Barcelona e a ilha de Margarita registaram um funcionamento quase normal, com supermercados e centros de abastecimento abertos. Na capital, apesar de maior cautela, também se verificou a abertura de alguns estabelecimentos comerciais.

O governante alertou para o risco de eventuais falhas na cadeia de abastecimento, que poderiam gerar instabilidade social, incluindo saques, e admitiu existir alguma apreensão quanto à actuação dos chamados colectivos. Ainda assim, sublinhou que, neste momento, não existe um exercício de poder claramente definido no país.

Declarações esta manhã a margem da visita que efectuou ao mercado municipal de Câmara de Lobos onde participou no mega bolo rei que o município levou a cabo.