Custou cerca de 20 mil euros e vai
permitir levar o socorro de forma mais rápida a quem dele precisa, sobretudo em
contexto urbano ou em locais onde o aglomerado de pessoas obrigue a contornar
as dificuldades de mobilidade. O primeiro Motociclo de Emergência Médica foi
entregue esta sexta-feira, pelo Serviço Regional de Protecção Civil, à
Companhia de Bombeiros Sapadores do Funchal, devendo estar operacional a partir
de 1 de Abril.
O novo meio de socorro é uma das
apostas do Governo Regional de modo a dotar devidamente as corporações da
Região para uma resposta adequada às necessidades actuais, em linha com o que
está preconizado no programa do Executivo madeirense.
Conforme salientou Richard
Marques, “o grande objetivo deste meio é chegar mais cedo onde normalmente um
meio convencional não chega. Portanto, se tivermos perante uma situação que
ocorra numa zona de atração turística que tenha alguma dificuldade no acesso a
meios convencionais, este é um meio que vamos priorizar”, exemplificou.
“Nós implementámos, no ano
passado, uma triagem de Manchester que nos traz tempos de resposta definidos
para cada prioridade que é estabelecida numa vítima. E, portanto, o que nós
queremos é que, perante uma situação de uma vítima crítica, possamos ter uma
abordagem nos primeiros oito minutos”, acrescentou o presidente do Serviço
Regional de Protecção Civil.
Nas próximas semanas vai decorrer
a formação dos 13 bombeiros dos ‘Sapadores do Funchal’ que vão estar aptos a
conduzir este motociclo a partir do mês de Abril. A preparação será orientada
pela Polícia de Segurança Pública, que já tem um histórico na condução e
emergência em motociclos.
Presente na cerimónia de entrega
do equipamento ao Município do Funchal esteve Micaela Freitas. Na ocasião, a secretária
regional de Saúde e Protecção Civil, ladeada pelo vice-presidente da autarquia,
Carlos Rodrigues, e pelo comandante da Companhia de Bombeiros funchalense, José
Minas, fez questão de adiantar que a escolha dos ‘Sapadores’ se deveu não só ao
contexto maioritariamente urbano da sua actuação, mas também por serem o maior
corpo de bombeiros da Região.
Depois deste projecto piloto, a
governante notou que, num segundo momento, será equacionada a entrega de
equipamentos do género a outras corporações da Região.
