Paulo Cafôfo, líder parlamentar do PS-M e ex-presidente
dos socialistas madeirenses, já reagiu à notícia do DIÁRIO sobre
a venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça, considerando a decisão “inaceitável”.
“Não aceito que o Governo Regional venda o Hospital Dr. Nélio Mendonça. A
governação não é um negócio, nem o Governo Regional é promotor imobiliário”,
afirmou.

Cafôfo recordou que existiam alternativas concretas,
nomeadamente a conversão de outros hospitais da região, como os Marmeleiros e
Dr. João de Almada, em estruturas residenciais para idosos, e a transformação
do Dr. Nélio Mendonça em hospital secundário especializado em Reabilitação,
Cuidados Continuados, Medicina Paliativa e Unidade do Doente Frágil.

O dirigente socialista sublinhou que, mesmo sem função
clínica, o hospital poderia ter sido adaptado para habitação, contribuindo para
mitigar a grave crise de casas a preços acessíveis na Madeira. “O que faz o
Governo Regional? Vende património público, abdica de soluções na saúde e na
habitação, e entrega edifícios públicos ao mercado. Desde quando é que o
Governo Regional da Madeira passou a ser promotor imobiliário?”, questionou.

Cafôfo concluiu que a decisão do Executivo significa
abdicar de oportunidades para reestruturar o sistema de saúde regional e
responder a necessidades sociais prementes, criticando a falta de visão
estratégica na utilização do património público.