O deputado madeirense eleito pelo Chega (CH),
Francisco Gomes, acusa hoje o Governo Regional da Madeira de ter "enganado
propositadamente os pescadores no processo da anunciada renovação da frota do
peixe-espada preto", considerando que "o executivo mudou de posição após as
eleições e utilizou promessas como instrumento para assegurar votos no sector", lê-se numa nota de imprensa.
O
parlamentar eleito pelo círculo da Madeira refere que esteve "numa primeira reunião realizada antes das eleições, com a então
responsável pela tutela das Pescas", em que "o Governo Regional assumiu compromissos
claros e apresentou apoios que criaram expectativas reais junto dos armadores,
levando vários a avançar com estudos, projetos e contactos para investimento.
No entanto, depois das eleições, já com outro secretário regional, o discurso
alterou-se substancialmente", acusa.
Francisco Gomes
sublinha que, "numa segunda reunião, o Governo Regional apresentou uma versão
diferente, com recuos evidentes, mudanças de critérios e soluções
contraditórias, demonstrando que o que tinha sido prometido antes do acto
eleitoral deixou de valer depois de garantidos os votos", reforça.
Para o deputado, "esta sucessão de reuniões com discursos distintos revela um jogo político
deliberado, em que se alimentam expectativas num momento sensível e se recua
quando a pressão eleitoral desaparece", aponta. E o "resultado foi um clima de
frustração, desânimo e abandono, com armadores a perceberem que a renovação da
frota nunca foi verdadeiramente uma prioridade", diz em nome destes.
"O Governo Regional
disse uma coisa antes das eleições e outra completamente diferente depois. Isto
foi um jogo para enganar pescadores e sacar votos – e é por isso que hoje
ninguém acredita em mais promessas porque os pescadores não são tontos", volta a defender, em seu nome.
Francisco Gomes, eleito deputado pelo CH na Assembleia da República nas duas últimas eleições (tendo já servido como deputado do PSD (2011-2015), considera ainda que "o Executivo regional se limitou a criar a aparência de
trabalho, multiplicando reuniões e anúncios, mas sem intenção real de
concretizar qualquer apoio estrutural".
E resume: "Prometeram com uma
secretária, recuaram com outro secretário e deixaram os armadores de mãos a
abanar. Isto não é política séria. É oportunismo eleitoral." Gomes conclui, afirmando que o CH "não aceitará este tipo de engano", garantindo que "continuará a exigir responsabilização política, transparência e respeito por um
sector que considera estratégico para a Madeira" e que, a seu ver, "tem sido
instrumentalizado e abandonado pelo Governo Regional".

