Em Outubro de 2025, a economia regional da Madeira manteve a trajectória de
crescimento iniciada há 55 meses, embora no referido mês esteja num ritmo mais moderado, segundo dados divulgados esta quinta-feira pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM). "O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que,
em Outubro de 2025, a atividade económica da Região Autónoma da Madeira (RAM)
manteve uma trajetória de crescimento, embora com uma desaceleração face ao mês
anterior", frisa.

Esclarece a DREM que "o IRAE está sujeito a revisão sempre
que a informação final das Contas Regionais fica disponível. Assim, nesta
divulgação procedeu-se ao seu recálculo, o que implicou a revisão dos valores
anteriormente publicados".

E acrescenta: "Como
a DREM referiu na primeira
divulgação do IRAE, em Outubro de 2017, o objetivo do mesmo é 'sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere
à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno
positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de
pontos de viragem'. O seu valor quantitativo, assume por isso uma importância
secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do
Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de
informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas
variáveis."

Assim, são 7 variáveis/categorias que revelam o desempenho da economia regional, com altos e baixos, nomeadamente a 'Actividade Económica', 'Indicadores Qualitativos', 'Consumo Privado', 'Investimento', 'Procura Externa', 'Mercado de Trabalho' e 'Preços'.

Foto DREM
Foto DREM

Actividade Económica

  • Como
    anteriormente referido, a atividade económica regional manteve-se em
    crescimento em outubro de 2025, ainda que com um ligeiro abrandamento face ao
    mês precedente.
  • O
    número de dormidas nos alojamentos turísticos aumentou 4,3%, ligeiramente
    abaixo dos 4,4% observados em setembro. Os proveitos totais cresceram 16,5%,
    percentagem também inferior aos 17,5% registados no mês anterior, enquanto o
    RevPAR abrandou para 16,2%, após os 16,7% verificados em setembro.
  • A
    emissão de energia elétrica reforçou a dinâmica de crescimento, registando uma
    variação positiva de 2,3%, superior aos 1,1% observados no mês precedente. Em
    sentido inverso, a introdução no consumo de gasóleo voltou a diminuir (-0,2%),
    embora de forma menos intensa do que a registada em setembro (-0,4%).
  • Por
    sua vez, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas aumentou para
    3,4 novas sociedades por cada dissolução, superando o rácio de 3,2 observado no
    mês anterior.

Indicadores Qualitativos

  • Em
    outubro de 2025, os indicadores de confiança apresentaram evoluções
    diferenciadas entre os setores analisados. Observou-se uma melhoria na
    Construção e obras públicas, enquanto os setores da Indústria transformadora,
    do Comércio e dos Serviços registaram deteriorações nos respetivos níveis de
    confiança face ao mês precedente.

Consumo Privado

  • Em
    outubro de 2025, a introdução no consumo de gasolina manteve-se em crescimento,
    registando uma variação homóloga de 9,9%, embora inferior à observada em
    setembro (10,8%), evidenciando um ligeiro abrandamento.
  • O
    saldo dos empréstimos para consumo e outros fins concedidos às famílias e às
    instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias aumentou 8,7%,
    mantendo a tendência positiva verificada no mês anterior (8,6%).
  • Relativamente
    aos levantamentos e compras através de terminais de pagamento automático (TPA)
    com cartões nacionais, estes cresceram 7,4%, desacelerando face aos 8,2%
    registados em setembro, mas permanecendo, ainda assim, em terreno claramente
    positivo.
  • Por
    sua vez, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros voltaram a registar
    uma redução muito acentuada (-34,8%), aprofundando a quebra observada no mês
    anterior (-33,9%).

Investimento

  • Em
    outubro de 2025, os indicadores de investimento evidenciaram comportamentos
    distintos. As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias registaram um
    crescimento expressivo (+14,3%), valor superior ao observado em setembro
    (+7,2%). Em sentido contrário, o saldo dos empréstimos concedidos a sociedades
    não financeiras diminuiu 1,2%, após ter apresentado uma variação nula no mês
    precedente.
  • A
    comercialização de cimento regressou a terreno negativo, com uma variação
    homóloga de -4,5%, depois de ter crescido 1,1% em setembro. Já a avaliação
    bancária da habitação manteve uma evolução positiva, crescendo 17,1%, em linha
    com os níveis elevados registados nos últimos meses.
  • No
    que se refere ao número de edifícios licenciados, verificou-se um crescimento
    de 7,5%, evidenciando um abrandamento considerável face aos aumentos mais
    expressivos observados nos meses anteriores.

Procura Externa

  • Em
    outubro de 2025, as exportações regionais de bens aumentaram 43,6%,
    permanecendo em níveis elevados, mas abaixo das variações acentuadas registadas
    nos meses anteriores. Em contrapartida, as importações de bens registaram uma
    diminuição de 2,3%, após o crescimento de 1,0% observado em setembro.
  • O
    movimento de mercadorias nos portos da Região apresentou um crescimento
    significativo de 6,8%, após a variação marginal de 0,1% registada no mês
    precedente. O tráfego de passageiros nos aeroportos regionais manteve uma
    trajetória de crescimento robusta, aumentando 15,2% (+15,7% em setembro de
    2025).
  • Por
    sua vez, os levantamentos e compras através de TPA com cartões internacionais
    cresceram 7,7%, acelerando ligeiramente face aos 7,4% observados em setembro.

Mercado de Trabalho

  • Em
    outubro de 2025, o número de desempregados inscritos diminuiu 12,2% (-12,3% em
    setembro).
  • Os
    pedidos de emprego registaram igualmente uma diminuição (-11,6%), confirmando a
    continuidade da tendência de recuo. Em sentido inverso, as ofertas de emprego
    agravaram a quebra, registando uma variação homóloga de -7,5%, após a redução
    de 1,0% observada em setembro.

Preços

  • Em
    outubro de 2025, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor
    (IPC) acelerou para 3,9%, após os 3,0% registados no mês precedente.
  • A
    inflação dos bens situou-se em 2,3%, enquanto a dos serviços registou uma
    aceleração mais marcada, atingindo 6,0%.
  • Por fim, a inflação subjacente - que exclui os produtos
    alimentares não transformados e energéticos - subiu para 3,8% em outubro de
    2025, acima dos 2,4% observados no mês anterior.