Walter Pereira, delegado na Madeira da Associação Nacional do Movimento de TVDE, liderou esta manhã um protesto de motoristas de TVDE no Funchal, com cerca de 20 viaturas e algumas dezenas de pessoas a participar. A manifestação foi organizada em resposta à resolução do Governo Regional, emitida no dia 16 deste mês, que suspende novos motoristas.

“Estamos a falar de pessoas que fizeram formação paga, com um custo total de quase 700 euros, e que viram a sua vida completamente bloqueada. Isto é vergonhoso o que o Governo Regional da Madeira fez ao sector TVDE”, afirmou Pereira durante a primeira paragem - Quinta Vigia - da caravana.

O dirigente explicou que os números divulgados por alguns políticos não correspondem à realidade: na Madeira existem oficialmente 300 viaturas TVDE, enquanto cerca de 700 motoristas estão registados, muitos já sem actividade na região. Destes, cerca de 550 permanecem activos, com aproximadamente meia centena a participar nesta manifestação.

“O sector TVDE precisa de regulamentação, mas também precisa de ser ouvido. A Associação Nacional do Movimento TVDE só tem uma voz só, firme, que defende os interesses de todos por igual”, acrescentou.

Numa referência velada à ARAM-TVDE, Pereira sublinhou que a associação não coloca interesses próprios à frente dos motoristas e que o protesto se manteve ordeiro, com o objectivo de reivindicar direitos de trabalho e melhores condições para os profissionais do sector.

A ARAM-TVDE, única associação regional, não se associou ao protesto. Alejandro Abreu explicou ao DIÁRIO que a não participação se deve ao facto de já terem resolvido a situação das guias dos motoristas em reunião com o Governo:

“A ARAM-TVDE está a favor da suspensão de novas licenças e já foram renovadas as guias dos motoristas. Os que estão a fazer manifestações à procura de confusão e caos não representam o sector na Madeira”, afirmou.