A Empresa Madeirense de Tabacos, S.A. (EMT), fundada em 1920, anunciou que vai encerrar a sua unidade de produção de cigarros localizada no Caniçal, na Zona Franca Industrial da Madeira, no final de Dezembro de 2025.
Actualmente, a empresa opera duas unidades fabris: uma na Madeira e outra nos Açores.
Esta é uma
decisão difícil, sobretudo porque este desfecho não estava planeado pela EMT e
é contrário ao seu desejo de poder continuar a desenvolver a sua actividade e
assim contribuir para o crescimento da actividade industrial na Região Autónoma da Madeira num sector
tão singular como é a produção de tabaco.
A administração da EMT explica, em comunicado, trata-se de uma
decisão tomada após a Tabaqueira, S.A. — hoje subsidiária da Philip Morris
International (PMI) — ter decidido, em Abril de 2025, unilateralmente, a não
renovação do contrato de produção que termina a 31 de Dezembro de 2025. Com
esse término, a Tabaqueira, S.A., toma igualmente a decisão de cessar o acordo
de cedência do equipamento industrial (propriedade da PMI) essencial ao
funcionamento da unidade da Madeira. Esta decisão implica o desmantelamento da
unidade fabril.
"Uma análise
cuidada demonstrou não existirem alternativas técnicas ou económicas viáveis
para manter a operação fabril, o que implicará a extinção de 15 postos de
trabalho", pode ler-se na nota.
Sabemos que
esta decisão tem impacto nas pessoas e nas suas famílias. É por isso que, a
partir de hoje, iniciamos um processo de diálogo individual com cada
colaborador afectado, feito com respeito, transparência e proximidade. A nossa
prioridade é assegurar todos os direitos laborais e sociais e apoiar cada
pessoa nesta transição.
A administração da empresa agradece ainda "o profissionalismo, a dedicação e o
contributo dos colaboradores da unidade fabril da Madeira ao longo de várias décadas" e sublinha que o legado desta equipa "é motivo de grande orgulho para a empresa".

