A Venezuela anunciou hoje a chegada de quatro crianças que,
segundo o governo venezuelano denunciou estavam "retidas" nos
Estados Unidos, e agradeceu à primeira-dama do país norte-americano, Melania
Trump, por ter "tornado possível" esse regresso.

No Telegram, a presidente do programa governamental Gran Misión
Vuelta a la Patria, Camilla Fabri, disse que quatro crianças das "mais de
60 que continuam retidas" e que tinham sido "separados das suas
famílias numa violação flagrante do direito internacional e dos direitos
humanos" regressaram ao país sul-americano.

"Estes pequenos guerreiros enfrentaram uma experiência
difícil, mas agora estão prontos para se reencontrarem com as suas famílias e
começarem uma nova etapa cheia de amor e esperança", afirmou.

Camilla Fabri também expressou a sua gratidão a Melania Trump,
primeira-dama dos EUA "por ter ouvido" o pedido de intervenção
naqueles casos e por ter "tornado possível" que as crianças
"pudessem ser devolvidas" às suas mães, embora tenha criticado o
facto de as autoridades norte-amercianas só terem quatro crianças quando,
segundo ela, se esperava a chegada de nove.

"Quero apelar a Melania Trump que continue, por favor, a
enviar-nos as crianças, que nos devolvam todas (...), por favor, que ela continue
a interceder para tornar possível este milagre", afirmou a vice-ministra
da Comunicação Internacional.

Há uma semana, as autoridades venezuelanas informaram que
receberam três das crianças que consideram "sequestradas" pelo
governo dos EUA, ao qual acusam de as ter separado dos pais deportados daquele
país.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou a 01 de
setembro que mais de 70 crianças do seu país continuavam
"sequestradas" pelo Serviço de Controlo de Imigração e Alfândega dos
EUA (ICE, na sigla em inglês).

O chefe de Estado venezuelano afirmou que se propôs a
"resgatar e libertar" todas as crianças, ao mesmo tempo que acusou o
secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de ser "o operador do
sequestro".

Em agosto, um grupo de mães venezuelanas solicitou, a partir de
Caracas, uma audiência com a primeira-dama dos EUA para pedir a sua intervenção
no caso das crianças.

As mulheres fizeram o pedido numa declaração transmitida pela
emissora estatal Venezuelana de Televisión (VTV), na qual estavam acompanhadas
por Fabri e exibiram cartazes com a frase "Melania, Free Our Childen"
(Melania, liberte as nossas crianças).