Agosto chegou e, com ele, a confirmação do óbvio: a Madeira atingiu o grau -1 da política e aceitou viver em simulacro de democracia permanente. É isso que as autárquicas confirmarão: que teremos eleições a fingir em grande parte dos concelhos.

Quando, durante 40 anos, se criticou o regime erguido por Alberto João Jardim e a asfixia democrática que promoveu, ninguém ousou pensar que, depois dele, viria pior ainda – mas veio, e muito pior. Afinal, era possível. Afinal, era possível descer mais baixo. Afinal, aconteceu – e já não sobressalta ninguém.