
Confesso a minha predileção por projetos claros, ideias limpas de preconceitos, devidamente fundadas em ciências como a sociologia, a economia, a história ou a geografia, que nos explicam muito do que pode ser o sucesso desses projetos.
A Madeira, que tem uma determinada dimensão, cultura, história e localização, diria que até estranhamente, sempre conviveu mal com estas características. Desde que me lembro, temos esta mania de querermos ser o que não somos, desvalorizando inclusivamente o que temos. E então baralhamos, optando por políticas dúbias e bastante nebulosas.
Vivemos em permanente competição virtual, com um foco em ganhar campeonatos que não existem. Temos sonhos de grandeza, queremos à força ser enormes, mas não assumimos isto nunca. Parece até que temos vergonha da nossa pequenez mas, ao mesmo tempo, também destes sonhos megalómanos!