O CHEGA (CH), em conjunto com os outros partidos de direita (PSD, IL, CDS) e do PS (que votou contra os projectos do CH e da IL, e a favor do PSD e absteve-se no do CDS), garantiu na sexta-feira "a aprovação de leis que põe fim à ocupação ilegal de imóveis e aceleram a
condenação dos invasores", noticia o partido que "considera estas medidas 'decisivas' no
combate a um fenómeno que", segundo diz, "'tem vindo a crescer de forma alarmante' em várias zonas do país e que, segundo números oficiais, já afectou perto de
três centenas de residências".

De acordo com uma nota de imprensa emitida hoje pelo deputado eleito pela Madeira, o
CH entende que "muitas das casas ocupadas ilegalmente pertencem a imigrantes que vivem temporariamente
fora do país ou são segundas habitações de famílias portuguesas. O partido
sublinha que esta prática é não só ilegal, mas 'profundamente injusta e
compromete o direito à propriedade privada, consagrado na constituição'", lembrando Francisco
Gomes que "os projetos aprovados são sinais claros de que o Estado tem de
proteger os proprietários e agir rapidamente para travar uma realidade, que, a
seu ver, tem sido ignorada".

Quem invade uma casa alheia está a cometer um crime e o Estado tem de reagir com firmeza. Estas leis vêm dar resposta a centenas de famílias que têm sido vítimas da passividade da justiça. Quem não respeita a propriedade não pode ser tratado como coitado, mas como o bandido que é.
— Francisco Gomes

Apesar da aprovação dos
projectos (do CH, do PSD, do CDS e da IL), o partido "lamenta a postura da JPP, que classifica como 'contraditória e hipócrita', que votou contra um dos diplomas e absteve-se
noutro. Francisco Gomes deixou críticas à posição do partido", que é a mais nova representação no parlamento nacional.

"O JPP é um partido
comunista, que acha bem que se invadam casas. Só engana quem vai nas máscaras
falsas que usam! Votar contra e abster-se em propostas fundamentais para punir
bandidos mostra que estão bem é ao lado dos violadores - tal como Bloco, Livre
e PCP. Farinha do mesmo saco", atirou o deputado.

Assim, conclui, o CH "reitera que
continuará a combater a ocupação ilegal de imóveis e a pressionar o governo da
República para garantir o cumprimento da lei e a proteção dos proprietários.
Para o partido, esta é uma questão de justiça, de ordem pública e de respeito
pelo Estado de Direito".