
Num Mundo assolado por várias guerras, qual delas mais sanguinária, recordar a “Guerra de 1908” do saudoso Raul Solnado pode parecer, no mínimo, de péssimo gosto.
Mas, no meio destes conflitos, surgem situações algo anómalas, pelo menos pelos conceitos sisudos que regem a pior actividade de Homem – a Guerra.
Não me refiro às chacinas de Gaza ou do Sudão do Sul (por vezes esquecido), nem à guerra de desgaste da Ucrânia, esta com contornos que lembram a Batalha de Verdun (1916), com o mesmo método de sangrar o adversário, jogando com o potencial demográfico para desequilibrar o impasse nas operações. Na altura, von Falkenhaym raciocinara assim: nós vamos perder meio milhão, e os franceses um milhão; como a população alemã é o dobro da francesa, perderão na proporção de quatro para um. Assim simples.