A coligação Confiança levou a reunião de Câmara, hoje, uma série de questões que foram reportadas pelos munícipes e que a oposição diz estarem sem resposta por parte do executivo. Além disso, 'aponta o dedo' à equipa liderada por Cristina Pedra por não ter sido capaz de implementar o sistema de video-vigilância, cujo protocolo com o Ministério da Administração Interna foi firmado em 2020 com o anterior executivo.

Entre as questões levantadas está o estacionamento abusivo que se multiplica por toda a cidade, à ocupação indevida da via pública por oficinas ilegais na periferia; dos inúmeros veículos abandonados que se decompõem nas ruas, à inércia na fiscalização de construções ilegais; da densidade de esplanadas que proliferam nas artérias do centro dificultando a circulação, à inação face ao incumprimento das regras nas atividades turísticas com acampamentos ilegais no espaço público e vandalismo de mobiliário urbano. Além disso, fala no agravamento
da insegurança em várias zonas da cidade, o caos no trânsito, a falta de
resposta aos pedidos de licenciamento urbanístico e a incapacidade para
garantir uma cidade funcional, apesar do recorde de cobrança de impostos
municipais.

Miguel Silva Gouveia lamenta que continuem 'na gaveta' "propostas da Confiança com potencial transformador para o Funchal, como a criação da Polícia Municipal". Esta teria um "papel fiscalizador na área da mobilidade, ocupação do espaço público, cumprimento dos regulamentos e infrações urbanísticas, com a vantagem de manter uma presença regular nas ruas da cidade contribuindo para a segurança de proximidade e libertar meios à PSP para fazer o combate à criminalidade". Seria ainda importante a implementação
dos Contratos Locais de Segurança, que visam prevenir a delinquência e reduzir
vulnerabilidades sociais através da articulação entre a autarquia, o Estado e a
comunidade.

“O Funchal
perdeu quatro anos. Não há como disfarçar o fracasso deste mandato. Os
problemas agravaram-se, as promessas caíram no esquecimento, os recursos são
esbanjados em festas e propaganda e o resultado é uma cidade menos funcional,
mais insegura e cada vez mais desgovernada”, afirma Miguel Silva Gouveia,
vereador da Confiança.

“O mais grave
é o desprezo pelas soluções que já estavam desenhadas e prontas a avançar. A
Polícia Municipal podia estar no terreno a fiscalizar, a ordenar o espaço
público e a reforçar a segurança de proximidade. Os Contratos Locais de
Segurança podiam estar a funcionar, numa articulação entre o Estado, a Câmara e
a comunidade para reduzir vulnerabilidades e prevenir a criminalidade. Mas tudo
ficou na gaveta por teimosia, inércia política e incompetência ”, acrescenta
Miguel Silva Gouveia.

É por isso que a oposição considera que este foi "um mandato
perdido, onde os problemas se agravaram e as soluções ficaram por implementar". "O Funchal merece muito mais do que um executivo que se limita a prometer
enquanto a cidade continua à deriva", termina.