
“o mister de recordar o passado
é uma espécie de magistratura moral (...)
Exercitem-no os que podem (...);
porque não o fazer é um crime.”
ALEXANDRE HERCULANO
Faz, em Agosto deste ano, 447 anos que morreu D. Sebastião.
O menino rei que, com o seu fervor religioso e militar, decidiu encetar uma cruzada, por sinal e entre outras razões – ou contradições – para ajudar um sultão, naturalmente muçulmano.
Morto (ou inicialmente desaparecido, segundo outros) a verdade é que a circunstância deu origem a uma das situações mais graves (senão a mais grave) do país, que acabou por ser integrado, durante 60 anos, no reino de Espanha.
Mesmo assim e porque cada povo é como é, D. Sebastião, verdadeiramente “o imprudente”, acabou por tornar-se “o desejado”, sujeito primacial de uma lenda que sustentava que seria o messias nacional e que retornaria para ajudar Portugal nas suas horas mais complexas.