"Nós não vamos avançar com a grave na Páscoa", afirmou aos jornalistas o presidente do Sindicato de Hotelaria da Madeira, Adolfo Freitas, na sequência do plenário de trabalhadores, que decorreu esta tarde, na sede daquela força sindical, na Rua da Alegria, no Funchal.

Adolfo Freitas avançou que, em alternativa, um grupo de dirigentes sindicais estará no Aeroporto Internacional da Madeira, no próximo dia 17 de Abril, "a distribuir comunicados aos clientes que vêm passar a Páscoa a Madeira", à semelhança do que aconteceu esta manhã junto a alguns hotéis da Região.

Paralelamente, o Sindicato está a organizar um "velório", cuja localização (ainda a definir) "será à porta da Quinta Vigia ou da Secretaria Regional do Turismo", onde serão também entregues os panfletos "em diversas línguas" com as reivindicações dos trabalhadores do sector.

O representante adiantou ainda que o Sindicato de Hotelaria da Madeira voltará a reunir em Abril, para decidir se avançarão para greve na Festa da Flor.

Em causa estão as negociações entre o sindicato da hotelaria e a ACIF, para aumentos salariais na hotelaria.

Ontem, foi igualmente aprovado em plenário, “com apenas uma abstenção”, o relatório de actividades e contas de 2024 do Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo, Alimentação, Serviços e Similares da Região Autónoma da Madeira.

O presidente do sindicato indicou, a propósito, que no último ano o organismo gastou “à volta de 50 mil euros, em obras na secretaria, para bem dos tarbalhadores. Quanto às actividades, Adolfo Freitas destacou a participação nos congressos do ano passado da CGTP, da Federação e da União de Sindicatos, bem como um aumento da sindicalização.

No ano passado sindicalizaram-se 152 novos trabalhadores da hotelaria, sector que, segundo Sindicato, emprega 4 mil pessoas (excluído os trabalhadores em regime de outsourcing). Destes, apenas 1.500 são sindicalizados, apontou.