Cerca de 200 automóveis estarão em exposição e para venda na
55.ª edição do Mercado de Usados promovido pela ACIF - Associação Comercial e
Industrial do Funchal, que arranca na quarta-feira no Madeira Tecnopólo e
decorre até ao próximo domingo. Os descontos vão dos 10 aos 20%, adianta a organização.
A Feira funcionará diariamente entre as 10h e as 22h, excepto no último dia,
que encerra pelas 18h.

Seis stands de automóveis e três concessionários
certificados e associados da ACIF marcam novamente presença nesta primeira
edição de 2025, além de uma financeira, que disponibilizará o crédito. Duarte
Reis, presidente da Mesa das Multimarcas, está confiante na adesão a mais esta
realização, apesar dos números de Portugal apontarem para uma quebra nas vendas
de automóveis. Mas são nos novos, diferencia. E “é normal”, esclarece. Duarte Reis
explica que as frotas, nomeadamente das rent-a-car, abasteceram-se em 2023. Em
2024 já não foram tanto ao mercado e em 2025 devem começar agora a vender os
carros usados. Só talvez a partir da Páscoa, antes do Verão é que diz as vendas
serão impulsionadas novamente pela necessidade de repor as frotas.

Segundo o responsável, a indicação que tem dos stands é que
há pessoas à espera desta oportunidade da ACIF para poder usufruir dos preços
da Feira. O desconto em relação ao preço habitual “depende das viaturas, mas
andará nos 10 a 20%. Mil euros a dois mil euros, até três mil euros, conforme
os carros e o valor dos carros”.

Na última Feira fora transaccionados cerca de 90 carros. Não
há uma idade limite para os carros que ali são apresentados ao público, mas a maior
parte, segundo a organização, são semi-novos e carros com poucos anos. Os incentivos
à compra de eléctricos e ao abate de carros com mais de dez anos tem ajudado a
ter um parque automóvel mais novo, sublinha o presidente da Mesa. “Embora o nosso
parque automóvel em Portugal ainda é muito envelhecido”. Duarte Reis avança que
1,6 milhões dos carros em Portugal tem mais de 20 anos. Além disso, a média de
idade das viaturas em 2024 era de 14 anos, em 2020 era de sete. “O que
significa que o nosso parque automóvel está a envelhecer, as pessoas têm menos
poder de compra e estão a aguentar mais os carros”, analisa.

Em relação aos eléctricos usados, são ainda parcos nestas
mostras, reconhece Duarte Reis. Diz que as frotas já têm eléctricos, mas que
ainda não começaram a trocá-los. “Já se começa a sentir ao longe, eu penso que
em meados deste ano vai haver mais para venda do que no início do ano”.

Para quem tem curiosidade sobre o que a Feira tem para
oferecer, o certame tem as portas abertas entre 19 e 23 deste mês. A entrada é
gratuita e há +parque de estacionamento.