Reiterando a sua confiança de que o Orçamento do Estado venha a
cumprir, efectivamente, com aqueles que são os compromissos assumidos com a
Região e lembrando que tanto o reforço das transferências para a Madeira - no
valor de 80 milhões de euros, que se somam aos 214 milhões de euros previstos -
quanto a descida prevista da taxa de IRC para 13% "são medidas positivas que
foram assumidas pela governação de Luís Montenegro", o deputado do PSD-Madeira, Paulo
Neves, criticou, ontem, a postura "desadequada e injusta" do deputado eleito
pelo Chega, deixando claro que as críticas apontadas por este partido não fazem
qualquer sentido no presente e desde que a AD está na governação
nacional.

"Se o senhor deputado tivesse feito essa intervenção nos oito anos
de governação do Partido Socialista, eu diria que era adequada, porque tudo
aquilo que o senhor deputado disse era uma crítica — não a este Governo, nem ao
anterior Governo do PSD — mas aos Governos do Partido Socialista", disse, nesta
oportunidade, o deputado Social-democrata, dirigindo-se ao deputado do Chega,
Francisco Gomes, ironizando que este "deve ter ido aos seus arquivos buscar um
discurso do antigamente contra o Partido Socialista para o fazer agora".

Paulo Neves que, nesta sua intervenção, disse ainda ser injusto
criticar a postura que o Governo da República tem vindo a assumir para com a
Madeira quando, por exemplo, a Região vai receber mais verba das transferências
que lhe competem do Estado e vai também cumprir a descida do IRC para 13%, tal
como no resto do País, medidas que resultam diretamente da atuação do Executivo
de Luís Montenegro e que não correspondem "à bola apregoada pelo Chega".

"Portanto, senhor deputado, o senhor teve muita bola, muita bola,
mas não marcou golo nenhum, porque o senhor foi desadequado e foi injusto",
rematou.