Miguel Albuquerque diz que tem o maior respeito pelos
assistentes sociais e esclareceu que a afirmação “os centros de decisão não são
para assistentes sociais” foi uma figura de estilo que utilizou no contexto do discurso
político.

O presidente do Governo Regional foi questionado pelo DIÁRIO
após a posição pública da Ordem dos Assistentes Sociais que se manifestou
ofendida com as palavras do chefe do executivo madeirense por julgarem “inopinadamente
o papel e a função dos assistentes sociais, nomeadamente em cargos de
decisão".

Albuquerque desdramatiza e esclarece que a alusão aos
assistentes sociais foi “uma metáfora” e que o seu discurso político é também
feito de figuras de estilo que têm de ser interpretadas no devido contexto. “Eu
não vou deixar de dizer aquilo eu penso porque as pessoas não entendem”,
atirou.

Embora sem pedir desculpa, o chefe do executivo madeirense
deixou claro que tem o maior respeito pela classe dos assistentes sociais.

Eu não tive nenhuma intenção [de ofender], porque tenho a maior consideração pelos assistentes sociais, agora não podem é pegar nas palavras que eu disse, retirar do contxto e fazer cenas políticas"
— Miguel Albuquerque

Em causa, estão as declarações do presidente do Governo Regional
que, ontem, na Ribeira Brava, lançou uma mensagem com duplo sentido
político, ao afirmar que “os centros de decisão do Governo e das câmaras não
precisam de assistentes sociais”.

A declaração, proferida durante a cerimónia de inauguração
das obras de requalificação urbana da vila, um investimento de 5,6 milhões de
euros, foi amplamente interpretada como um recado directo a Fátima Aveiro,
candidata do JPP à Câmara Municipal do Funchal e conhecida pela sua formação e
percurso na área da acção social.