O Serviço Regional de Saúde disse, hoje, que "é falso afirmar que o SESARAM não assegura atempadamente os medicamentos, por falta de pagamentos aos fornecedores.
A autoridade regional reagia, assim, à manchete do DIÁRIO desta sexta-feira, 3 de Janeiro, que dava conta que a falta de medicamentos compromete o Serviço de Urgência. "Há tratamentos alterados por causa da escassez de fármacos no hospital do Funchal e há fornecedores que recusam satisfazer necessidades do SESARAM devido a atrasos nos pagamentos", noticia hoje o nosso matutino.
Numa nota remetida às redacções ao início da tarde de hoje, o SESARAM argumenta que "durante este período festivo a porta do Serviço de Urgência nunca
se fechou, nem foi recusado o atendimento a alguém" e que "para todos estes utentes foram salvaguardados todos os cuidados de
saúde necessários à sua situação de doença emergente, inclusive medicamentos".
No mesmo comunicado é indicado que, "desde o dia 20 de Dezembro de 2024, o Serviço de Urgência do Hospital Dr. Nélio Mendonça
assegurou cuidados de saúde emergentes a mais de 5 mil pessoas, uma média diária
de atendimentos na ordem dos 400 utentes, atendidos dentro dos tempos normais e
protocolados pela triagem de Manchester".
O SESARAM reforça que "o Serviço de Urgência funciona 24 horas por dia, sem
interrupção", admitindo que "em alguns momentos pode ocasionalmente faltar algum produto
farmacêutico". Não obstante, é sublinhado que "identificada a sua falha, o medicamento é substituído por um
outro produto com as mesmas características, salvaguardando sempre a segurança
do doente".
A falta de medicamentos ocasional no Serviço de Urgência causada pela grande
afluência neste período não condicionou os cuidados de saúde, levou sim à
substituição de alguns produtos farmacêuticos e a desencadear pedidos
excecionais aos fornecedores para assegurar o cumprimento rigoroso da entrega
dos medicamentos nas datas programadas, mesmo em dias festivos
É igualmente referido que "para ultrapassar muitas das dificuldades relacionadas com o
transporte atempado dos medicamentos, o SESARAM tem contado com o excelente
relacionamento com os fornecedores e transitários que de forma inovadora e
muitas vezes fora de horas, conseguem efectivamente que os medicamentos sejam
transportados para a Madeira".
A mesma nota recorda que "o constrangimento no Aeroporto da Madeira verificado
no fim-de-semana antes do Natal, causou elevados transtornos na recepção dos
medicamentos de forma atempada, quer por via aérea quer por via marítima".
Face a tudo isto é falso afirmar que o SESARAM não assegura
atempadamente os medicamentos, por falta de pagamentos aos fornecedores
Utentes em situação de alta clínica
O comunicado revela ainda que "a afluência ao Serviço de Urgência registada neste período" levou a
que o SESARAM tivesse que assegurar, hoje, dia 3 de Janeiro, "uma cama, alimentação e bem-estar a
230 utentes em situação de alta clinica", para além dos normais cuidados de saúde emergentes e a doentes agudos.
No dia de hoje, o Conselho de Administração do SESARAM já encetou
inúmeros contatos com o Instituto de Segurança Social da Madeira com o objectivo
de identificar instituições de cariz social com capacidade para acolher estes
utentes. A par disso, o serviço social do
SESARAM está igualmente a contactar os familiares dos 230 utentes nesta
condição de 'alta clínica', no sentido de os informar das diferentes
possibilidades existentes na comunidade para manterem os seus idosos em casa
com o apoio das equipas da saúde e segurança social.
