O
vereador do Partido Socialista na Câmara Municipal do Porto Santo, Miguel Brito, critica o
facto de o executivo municipal propagandear várias medidas, mas, na prática,
acabar por não cumprir aquilo que promete à população.
Esta sexta-feira,
na reunião quinzenal da autarquia, foi aprovada a transferência de quase 2,2
milhões de euros do saldo de gerência anterior para este último ano do actual
mandato autárquico, mas, segundo Miguel Brito, esta verba irá estar refletida
no orçamento de uma forma propagandística. “A maior parte daquilo que está
explanado no orçamento e aquilo que era o programa da Coligação ‘Acredita Porto
Santo’ não há de ser cumprido, porque estamos a escassos oito meses das
eleições e não há tempo para realizar aquilo com que se comprometeram com a
população”, afirmou.
Foi também aprovado um incentivo à natalidade no valor de 500 euros, medida
que fica aquém daquilo que o PS tem vindo a defender e que estaria já
implementado caso os socialistas fossem poder naquele município. Como referiu o
socialista, o partido tem "repetidamente vindo a propor a atribuição, durante três
anos, de 120 euros por mês por cada criança nascida, o que perfazia 1.200 euros
por ano e um total de 3.600, valor que se revelaria fundamental para apoiar as
famílias, tendo em conta o aumento do custo de vida."
Por
outro lado, foram aprovados sete pedidos para a venda ambulante, o que, segundo
Miguel Brito, só evidencia a "falta de estratégia que este executivo tem tido na
questão do ordenamento do território urbano, já que estes terão de vender os
seus produtos em barracas espalhadas em vários pontos da cidade, não
dignificando a paisagem urbana". Lembrou, também, que o PS sempre defendeu a
regulação do sector, criando um sítio único com condições dignas para que estes
comerciantes possam comercializar os seus produtos.
A reunião pública de hoje foi a
primeira a ser transmitida online, graças a uma proposta apresentada pelo PS.
Uma medida que, segundo o socialista, é importante e permite que os
porto-santenses possam acompanhar mais de perto o trabalho desenvolvido na
autarquia.
