O Serviço de Saúde da Região
Autónoma da Madeira (SESARAM) emitiu, hoje, uma nota de esclarecimento na
sequência da notícia “Falta remédios impede início de tratamento”, que faz
manchete na edição impressa deste
domingo, 19 de Janeiro, no DIÁRIO.

O nosso matutino noticiou que há
mais doentes oncológicos que não conseguem cuidados de saúde por falta de
medicamento na farmácia do Hospital.

No comunicado remetido ao final
desta manhã à redacção, o SESARAM reiterou a ruptura de fármacos (conforme já havia
sido referido na peça), nomeadamente do anticorpo ‘Encorifenib’, pelo qual
aguarda um utente numa situação fragilizada.

Sim, é verdade que há atrasos na entrega de medicamentos
que em muitos casos inviabiliza a sua utilização, como aconteceu ainda na
semana passada com um medicamento específico. Sim, é verdade que também existem
ruturas no fornecedor. Sim, é verdade que existem medicamentos exclusivos de um
determinado fornecedor. Sim, é verdade que muitos dos medicamentos para o
tratamento oncológico não existem nas farmácias comunitárias
— SESARAM

O SESARAM explica que “o medicamento
‘Encorifenib’ é um dos 2.900 produtos farmacêuticos do Formulário Hospitalar de
Medicamentos, e é actualmente dispensado a seis utentes”.

Tal como mencionado na edição
impressa, o Serviço Regional de Saúde garante que “o medicamento ‘Encorifenib’ foi
devidamente cabimentado” e que, “sendo um produto exclusivo”, não existe um
fornecedor alternativo. A nota avança, agora, que “o SESARAM
aguarda a recepção do mesmo, até ao final da semana”.

É igualmente sublinhado que “o
SESARAM dá resposta a 2.640 utentes oncológicos e realiza diariamente, a
dispensa de medicamentos a cerca de 150 utentes, procurando sempre responder
com qualidade e segurança”.

O SESARAM indica ainda que “no
ano de 2024 disponibilizou cerca de 30 milhões de euros, para os medicamentos
da área oncológica”.

Quanto à justificação para o
atraso na entrega dos medicamentos, o SESARAM argumenta que “para disponibilizar um medicamento
a um doente não basta pagar/ cabimentar”. “Vivemos numa ilha e somos
diariamente confrontados com constrangimentos ao nível dos transportes”,
pode ler-se no comunicado.

O Serviço Regional de Saúde insiste que “assegura uma gestão
na base da transparência e com muito profissionalismo”, recordando que “inclusive,
já foi admitido que no mês de Dezembro, a administração foi confrontado com
algumas dificuldades financeiras”, entretanto “ultrapassadas com o reforçou
financeiro recebido ao longo do mês”.

É ainda reforçado em comunicado que “os desafios com os
quais o SESARAM tem-se confrontado, em nada reflectem o compromisso que este
Serviço tem para com os utentes da Região”.

Os médicos afectos a área da oncologia nunca desistam
dos seus doentes e muitas vezes propõem reajustes terapêuticos, porque o
tratamento não está a resultar ou porque pretendem utilizar algum medicamento
inovador. Para todas estas situações o conselho de administração e as direcções
técnicas estão em plena harmonia. As prioridades está bem definida no SESARAM:
assegurar os medicamentos aos doentes
— SESARAM