Foi através de um comunicado enviado na tarde desta quinta-feira às redacções que o Serviço de
Saúde da Região (SESARAM) veio lamentar e condenar "o comportamento do Sindicato do
Enfermeiros da RAM (SERAM), após a realização de uma visita ao Serviço de
Urgência (SU), sem a devida autorização".

Em causa estão as posições públicas assumidas pela referida estrutura sindical após ter visitado o Serviço de Urgência do Hospital Dr. Nélio Mendonça, nos últimos dias.

Perante isso, diz o SESARAM que "urge esclarecer as especificidades, restrições e
a missão" daquele serviço.

Na lista de justificações, a empresa pública do sector da Saúde começa por apontar que "todas as visitas realizadas a unidades de saúde
devem obedecer a regras de respeito de privacidade dos utentes e respectivos
profissionais de saúde", pedindo, por conseguinte, o "tratamento de todos de forma lícita e leal".

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"É com indignação que o Serviço de Saúde da RAM
afirma que recebeu no dia da visita (14 de Janeiro) uma informação a dar
conta da intenção do SERAM visitar serviços hospitalares e centros de saúde,
sem nunca mencionar a intenção de visitar o Serviço de Urgência", refere a nota, salientando que essa mesma visita "causou alguns constrangimentos" naquele Serviço, enquando decorria a reunião da estrutura sindical com os enfermeiros.

Ora, embora o SESARAM reconheça "a legitimidade do SERAM em promover
todo o tipo de encontro com os profissionais de enfermagem", reforça a necessidade de este tipo de visitas serem agendadas com alguma antecedência, devendo as mesmas decorrerem "sem perturbar o normal
funcionamento dos serviços".

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Entende a empresa pública que a postura assumida pelo Sindicato "em nada se coaduna com as
ideologias apregoadas" por aquela estrutura sindical. "A atuação correta e legal é essencial
para a manutenção da confiança pública e para garantir que todas as acções,
sejam realizadas de forma justa e imparcial", reforçam.

Terminam o comunicado dizendo que "o SESARAM repudia a atitude deste Sindicato e
lembra que a sua actuação está assente no diálogo e na cooperação", postura da qual não abdica.