A 'dissidente' Magna Costa veio, hoje, a público criticar a "demagogia e mediatismo" que foi dada à tentativa do Chega de ter acesso à área pública da construção da obra do Novo Hospital da Madeira para a realização de uma conferência de imprensa.

A deputada, eleita à Assembleia Regional da Madeira pelo Chega, considera ser "um tema sério para
todos", nomeadamente, a "possibilidade de vir ou não a parar as obras desta
infra-estrutura de elevado interesse público regional, porque está em causa
um abertura do concurso público para a construção da terceira fase do Hospital
Central e Universitário da Madeira".

Numa nota remetida às redacções, a parlamentar diz que Miguel Castro, líder do CH-Madeira, “continua a dar tiros de
pólvora seca em todas as direcções, tentando acertar no alvo PSD, com este tipo
de acções", mas que tal só revela "desconhecimento dos estatutos plasmados no regimento parlamentar”,

Magna Costa, apela e defende o cumprimento dos quadros legais,
mencionando que “os deputados já deveriam saber que deveriam ter efectuado um
requerimento com pedido de agendamento por via da Assembleia Legislativa, uma
vez que não se trata de um espaço público porque na fase de uma obra
adjudicada, a responsabilidade e segurança compete à empresa privada da
empreitada, sendo as visitas e fiscalização da competência do dono da obra".

Nós, eleitos e deputados parlamentares, não podemos usar esta posição de responsabilidade que nos foi confiada e conferida pela população, para alegar direitos Constitucionais e de atividade Parlamentar para este tipo de ações infundadas, porque só demonstra um completo desconhecimento e desorientação em matéria legislativa
— Magna Costa

A parlamentar alega ainda não ter sido informada desta iniciativa legislativa,

Não fui informada, nem me foi dado conhecimento de qualquer
actividade parlamentar, por nenhum dos três deputados ou por parte da
funcionária de apoio no nosso gabinete

Acresce que, “este acontecimento, foi mais uma das várias
omissões de visitas e de actividades parlamentares, bem como a retirada de
informação de toda a actividade e andamento dos assuntos parlamentares, que
reiteradamente tem praticado o líder, Miguel Castro", acusa Magna Costa, lembrando que como deputada
eleita tem "os mesmos direitos" que os demais membros da bancada do Chega.

Magna entrou em 'rota de colisão' com a liderança regional do Chega, em Julho passado. Em entrevista ao DIÁRIO, a
parlamentar assumia então as divisões internas.