Foram divulgadas hoje, pelo Instituto Nacional de Estatística, as tábuas de mortalidade por região NUTS II, para o triénio 2021-2023, que dão conta que os madeirenses, em média, podem esperar viver 79,07 anos, o máximo alcançado na série iniciada no triénio 1999-2001 (embora não se podendo comparar por rigor estatístico), sendo que a esperança média de vida entre homens é de menos 7 anos face às mulheres madeirenses.
Assim, de acordo com a análise da Direcção Regional de Estatística da Madeira, entre 2021 e 2023, "a esperança de vida à nascença para a população residente na Região foi estimada em 79,07 anos", sendo "75,44 anos para os homens e 81,92 anos para as mulheres, indicando que as mulheres podem esperar viver quase mais 7 anos do que os homens", realça. "Comparativamente ao triénio 2020-2022, a longevidade na Região cresceu 0,30 anos (mais 3 meses), sendo que nos homens esse aumento foi de 0,39 anos e nas mulheres de 0,29 anos", aponta.
"De notar que as tábuas de mortalidade dos triénios 2020-2022 e 2021-2023 integram as estimativas de população residente assentes nos resultados definitivos dos Censos 2021, pelo que os resultados não são comparáveis com os de triénios anteriores", adverte a DREM.

"Para o todo nacional, a esperança de vida à nascença foi estimada em 81,17 anos (mais 2,10 anos se comparada com a estimada para a Região, tendo crescido 0,21 anos face ao triénio precedente). Os resultados indicam ainda que, no País, as mulheres podem esperar viver 83,67 anos e os homens 78,37 anos. No Norte verifica-se a maior longevidade (81,82 anos), contrastando com a Região Autónoma dos Açores cuja esperança de vida à nascença é a mais baixa do País (78,19 anos)", analisa por comparação.
Diz ainda a DREM que "na Região, a esperança de vida aos 65 anos atingiu, no triénio 2021-2023, 18,37 anos". Ou seja, "os homens com 65 anos poderão esperar viver em média mais 16,00 anos e as mulheres mais 19,97 anos, sendo a diferença destas idades igual a 3,97 anos".
No entanto, "a esperança de vida aos 65 anos em Portugal atingiu 19,75 anos para o total da população (mais 1,38 anos do que na RAM): 18,00 anos para os homens e 21,11 anos para as mulheres. É no Centro que se verifica a maior longevidade aos 65 anos (20,15 anos) e na Região Autónoma dos Açores a menor (17,70 anos)", compara também.
Por fim, salienta, "a partir da função de sobrevivência da tábua completa de mortalidade para a Região, por sexo, para o triénio 2021-2023, verifica-se que as mulheres sobrevivem em maior número a idades mais elevadas, relativamente aos homens. Por exemplo, estima-se que 81,5% dos nados-vivos do sexo masculino e 91,3% dos nados-vivos do sexo feminino sobrevivam à idade de 65 anos, se sujeitos ao longo das suas vidas às probabilidades específicas de óbito por idades observadas no período 2021-2023".

