Bruno Freitas, presidente do IASaúde, é o oitavo detido pela PJ na Madeira no âmbito da operação 'Ab Initio', que, segundo apurou o DIÁRIO, também deteve o presidente da Câmara Municipal da Calheta, Carlos Teles, o ex-secretário regional da Agricultura, Humberto Vasconcelos, o ex-director regional da Agricultura, Paulo Santos, os empresários Humberto Drumond e Miguel Nóbrega, e ainda duas funcionárias públicas.

Conforme noticiou o DIÁRIO, a Polícia Judiciária confirmou esta terça-feira a realização de sete detenções - que agora sobem para oito - e a execução de 43 mandados de buscas domiciliárias e não domiciliárias na Madeira. A operação denominada 'AB INITIO' está relacionada com suspeitas da prática dos crimes de participação económica em negócio, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, prevaricação e financiamento proibido de partidos políticos.

Segundo a PJ, os detidos são autarcas, empresários, funcionários públicos, titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos.

Tal como o DIÁRIO já tinha avançado, o titular do inquérito é o DIAP Regional de Lisboa. No que diz respeitos a buscas, duas delas foram realizadas em sede de municípios e quatro em secretarias regionais. A presidente da Câmara Municipal do Funchal já havia confirmado, esta manhã, a presença de inspectores da PJ na sede do município.

"A investigação, desenvolvida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção e pelo Departamento de Investigação Criminal da Madeira, iniciou-se em 2020, sobre condutas consideradas como criminalidade altamente organizada", indica a Judiciária, acrescentando que na operação 'AB INITIO' participaram cerca de 110 elementos da PJ, quatro Procuradores da República, dois Juízes do Tribunal Judicial do Funchal e seis elementos do Núcleo de Assessoria Técnica.

Miguel Albuquerque tinha afirmado, esta manhã, desconhecer esta operação, à margem da celebração de um protocolo na Quinta Pedagógica dos Prazeres.