Uma equipa de inspectores da Polícia Judiciária (PJ),
acompanhada de um magistrado do Ministério Público, está a realizar buscas em
vários organismos públicos e em pelo menos uma empresa privada, localizados em diferentes pontos
da Região Autónoma da Madeira, no âmbito de uma investigação judicial relacionada com contratos públicos
e relações comerciais. O inquérito está a ser conduzido pelo Departamento de
Investigação e Acção Penal (DIAP), com sede em Lisboa.

Segundo apurou o DIÁRIO, os inspectores da PJ estão desde a
manhã de hoje a dar cumprimento a 25 mandados de busca e apreensão em
organismos públicos como em quatro secretarias da tutela do Governo Regional - Secretaria Regional de Saúde e Protecção Civil, Secretaria Regional de Finanças, Secretaria Regional dos Equipamentos e Infra-estruturas, Secretaria Regional da Agricultura, Pescas e Ambiente.

As diligências estão também a decorrer em empresas públicas da esfera governamental, como 'Águas e Resíduos da Madeira' (ARM), Administração dos Portos da Madeira
(APRAM), Instituto de Desenvolvimento Regional (IDR), Programa de Desenvolvimento Rural da RAM (PRODERAM) e ainda duas câmaras municipais - Funchal e Calheta.

Em causa estão suspeitas de irregularidades contratuais estabelecidas no período compreendido entre 2014 e 2020, num valor superior a um milhão de euros. Na mira da PJ estão quatro crimes: participação económica em negócio, recebimento indevido de vantagem, financiamento partidário e prevaricação.

Sabe-se que entre os visados nesta grande investigação estão sociedades detidas pelo empresário Humberto Drumond.