
A Madeira, outrora símbolo de resiliência e autonomia, enfrenta hoje uma das suas maiores crises sociais e políticas. Após 48 anos de governação autonómica, a realidade social e económica da Região está longe de ser um modelo de sucesso, apesar de comunicacionalmente ser muitas vezes retratada. O que observamos é uma democracia fragilizada, onde o pessimismo quanto ao futuro se alastra como uma “praga”. O diálogo, essencial para a construção de qualquer sociedade saudável, está em falta. As instituições políticas não dialogam, os partidos não conversam e o cidadão comum vê-se cada vez mais distanciado do poder que o devia representar.