A CDU informou esta segunda-feira que organizou uma iniciativa junto ao Lar Bela Vista, no Funchal, onde o coordenador regional, Edgar
Silva, referiu ser aquele equipamento público "um dos recentes casos do que é
uma negociata com um investimento público, um equipamento que fazia parte das
políticas sociais públicas desta Região, que está agora colocado ao serviço de
interesses privados, numa caça aos milhões de euros do PRR".

Deste modo, a CDU deu início a uma nova frente de intervenção política
intitulada 'Obras do Crime':

Temos
por objetivo evidenciar processos nos quais os dinheiros públicos estejam
a ser esbanjados, onde se apontam negociatas e práticas de favorecimento
ilegítimo por parte dos governantes na Região Autónoma da Madeira, no que
são obras criminosas ou que politicamente possam ser identificadas como as 'Obras do crime', na medida em que são práticas lesivas do
interesse público.
— Edgar Silva, coordenador regional da CDU

Na primeira
iniciativa sobre as 'Obras do Crime', junto ao Lar
Bela Vista, a CDU anunciou que irá "juntar diversas peças de um puzzle,
em diferentes sectores da vida económica, social e cultural, que formam a
mancha das obras criminosas da responsabilidade dos governantes e que
responsabilizam a governação pela crescente degradação do estado da Região".

Os governantes deixaram que se degradasse até ao extremo todo o
edificado do Lar da Bela Vista, uma instituição que foi tutelada e gerida pelo
Governo Regional da Madeira, que acolhia a terceira idade. Depois de toda
a descaracterização do imóvel e degradação das condições de funcionamento
daquele serviço, os governantes esbanjaram aquele equipamento público, como
oferta a um dos 'amigos do regime'.
— Edgar Silva, coordenador regional da CDU

Edgar
Silva entende que "o processo relativo àquele equipamento público dá conta do estado do
regime, em que os favorecimentos a 'amigos do regime' fazem com
que milhões de euros e imenso património público estejam a ser direccionados para
satisfazer alguns ricaços".