O Funchal está entre as cidades que requerem o maior esforço por parte das famílias para arrendar uma casa, sendo necessário destinar 86% dos seus rendimentos, revela o Idealista.

Segue-se o Porto (72%), Faro (70%), Setúbal (61%), Ponta Delgada (60%), Viana do Castelo (58%), Santarém (55%), Braga (53%), Évora (52%), Aveiro (51%), Leiria (48%), Coimbra (44%), Viseu (43%) e Beja (43%).

Das
20 cidades analisadas, foi em Portalegre onde a taxa de esforço para arrendar
uma casa mais aumentou no último ano, passando de 30% no segundo trimestre de
2023 para 40% no mesmo período de 2024, aumentando 10 p.p. Entre os maiores
aumentos das taxas de esforço para arrendar a casa no último ano está ainda
Ponta Delgada (9 p.p.), Vila Real (8 p.p), Setúbal (8 p.p.), Viana do Castelo
(8 p.p.) e Santarém (7 p.p.). Seguem-se Viseu (3 p.p.), Coimbra (2 p.p.),
Lisboa (2 p.p.), Leiria (2 p.p.), Faro (2 p.p.), Bragança (1 p.p.) e Porto (1
p.p.).

Já
em Évora a taxa de esforço não variou durante este período. Por outro lado, a
taxa de esforço diminuiu em Beja (-8 p.p.), Funchal (-5 p.p.), Guarda (-5
p.p.), Braga (-3 p.p.), Aveiro (-2 p.p.) e Castelo Branco (-2 p.p).

Segundo o Idealista, a percentagem de rendimentos que as famílias devem destinar para comprar uma
casa, aumentou em 12 capitais de distrito das 20 analisadas. Foi no Funchal
onde a taxa de esforço mais aumentou, passando de 96% a 108%, originando um
aumento de 12 p.p. Seguem-se os aumentos da taxa de esforço em Leiria (11
p.p.), Bragança (8 p.p.), Lisboa (7 p.p.), Portalegre (7 p.p.) e Ponta Delgada
(7 p.p.). As cidades onde a taxa menos cresceu entre estes dois momentos
foram Braga (6 p.p.), Viseu (4 p.p.), Setúbal (4 p.p.), Beja (2 p.p.), Faro (2
p.p.) e Castelo Branco (1 p.p.).

Já
em Santarém a taxa de esforço não variou durante este período. Por outro lado,
a taxa de esforço diminuiu em Viana do Castelo (-6 p.p.), Évora (-4 p.p.),
Coimbra (-3 p.p.), Vila Real (-2 p.p.), Porto (-1 p.p.), Guarda (-1 p.p.) e
Aveiro (-1 p.p.).

No
segundo trimestre do ano, a cidade com a maior taxa de esforço para comprar
casa foi o Funchal (108%), seguida por Lisboa (104%), Faro (104%), Porto (76%),
Aveiro (69%), Ponta Delgada (62%), Braga (61%), Leiria (56%), Viana do Castelo
(54%), Viseu (51%), Setúbal (48%), Coimbra (46%), Évora (46%) e Vila Real
(40%).

Por
outro lado, verifica-se que há seis capitais de distrito onde é possível
comprar casa com uma taxa de esforço inferior à recomendada de 33% (em que a
prestação da casa pesa menos de um terço do rendimento disponível da família):
Bragança (32%), Santarém (31%), Portalegre (24%), Beja (23%), Castelo Branco
(21%), e Guarda (16%).