Em declarações ao jornal italiano Il Resto del Carlino, a
família da turista italiana que perdeu a vida na sexta-feira após ter sido
atingida por uma onda na Poça das Lesmas, no Seixal, na quinta-feira, apela por mais
sinalização no local. “A aérea é muito perigosa: precisa ser melhor sinalizada
ou pelo menos a ajuda precisa chegar mais cedo”, referem.
Os pais da jovem de 28 anos, assim como o seu namorado, – que
viajou até à Madeira na sexta-feira – regressam esta noite a Colmurano, Itália.
Ao mesmo periódico, os familiares destacam alguns aspectos: “A
ilha é linda, mas está atrasada em termos de segurança. As piscinas naturais,
públicas e repletas de turistas, onde estávamos no momento do acidente, não
estão equipadas com sinalização adequada”, acusam.
Explicam que existe uma placa a indicar a ausência de
salva-vidas, mas não existe qualquer sinalização para a possível ocorrência de ondas
anómalas e repentinas. A irmã de Margherita Salvucci, Ester, conta que “aproximamo-nos
do paredão para ver o mar lá em baixo. Não diz que ondas grandes podem chegar,
não tínhamos como saber”.
Já o pai, Piergiovanni, diz que a filha “acabou numa
armadilha”.
Como noticiado pelo DIÁRIO, a jovem, em detrimento do acidente, ficou inconsciente.
Um popular atirou-se ao mar para tentar salvá-la, tendo sido de imediato
activada a embarcação do SANAS do porto Moniz.
“As pessoas presentes
atiraram dois coletes salva-vidas com cordas para a nossa filha. Quando Margherita
caiu na água ela estava viva, ele falou, nadou com todas as forças, mas não
conseguiu agarrar os coletes salva-vidas. Não escorregou, nem caiu, pelo que
pudemos ver. Do bar chamaram uma lancha com um médico a bordo, que chegou cerca
de 20 minutos depois. Entretanto Manuel, um anjo, [que atirou-se ao mar para
salvá-la] mergulhou. Ele diz que a ouviu falar porque entendeu que ela era
italiana. Margherita desmaiou ao ver Manuel chegar”, relatam ao Il Resto del
Carlino.
O jornal italiano dá conta que depois da italiana ter sido
trazida para terra “demorou mais 40 minutos a ser transportada para o hospital
do Funchal. Segundos os seus entes queridos passou uma hora e meia desde o acidente
até a sua chegada ao hospital. A água nos pulmões e a parada cardíaca teriam
sido decisivas”, lê-se.
“O que aconteceu não deve acontecer novamente. Devemos isso
à Margherita”, conclui a mãe.
A rematar, o Il Resto del Carlino informa que o corpo da
jovem ainda demorará até ser transladado. “Talvez possa demorar duas ou três
semanas”, refere a mãe, acrescentando que é necessário traduzir alguns
documentos e que será feita a autopsia, mas a
família não sabe ao certo quando será realizada.
