“Percebe-se a ansiedade do momento político de trazer
assunto políticos para esta Sessão Solene, mas hoje é o dia dos
porto-santenses. O dia em que se festeja a resiliência de um povo que jamais se
dará por vencido e que nos ensinou todos os dias a lutar por um futuro melhor.”
Começou assim a intervenção do presidente da Câmara Municipal do Porto Santo na
Sessão Solene do Dia do Concelho, que celebra hoje, 24 de Junho, 189 anos.
São quase três anos de trabalho do actual executivo
camarário e Nuno Batista quis fazer um balanço daquilo que está para trás. “É
com enorme orgulho que posso referir que dos 35 compromissos assumidos no nosso
manifesto 20 se encontram cumpridos e os restantes em execução”, exalta. Para o
autarca o “desafio é estar junto dos porto-santenses”, mencionando medidas
como a manutenção do IMI no mínimo, criação do IMI familiar,
devolução do IRS às famílias, apoio a estudantes universitários, criação do
Fundo Social de Emergência, isenção da Derrama, requalificação urbana da ilha,
e requalificação do património.
Focando o turismo, Nuno Batista refere que o paradigma
mudou, após a aplicação de medidas como o a criação do subsídio de mobilidade
para os residentes na Madeira, e a captação do mercado interno com a entrada das
companhias aéreas de baixo custo para ligações ao continente português.
Aproveitou para deixar um elogio ao secretário regional de Turismo e Cultura pelo
trabalho desenvolvido neste âmbito da mobilidade aérea e não deixou passar o
reparo à TAP: “Quando a operadora nacional continua a não querer olhar para as
suas ilhas, outras companhias substituem”.
Ainda assim, destacar que “também no Inverno é preciso haver
ligações a Portugal continental”, para contribuir para a continuada luta contra
a sazonalidade. Uma luta que tem sido feita, também, através da aposta em
eventos, “para trazer pessoas para o Porto Santo”. Para a diversificação da
atractividade da ilha, Nuno Batista mencionou o golfe e avançou que “já deu
entrada na Câmara Municipal o projecto para o aumento do Campo de Golfe do
Porto Santo”.
O edil lembrou que o Município trabalhou, em 2022 e 2023,
com os Orçamentos mais baixo da Câmara Municipal do Porto Santo, e que isso
obrigou a uma “ginástica de oportunidades”, como aliás já havia referido ao
DIÁRIO, no artigo que figura na edição impressa desta segunda-feira. “É
fundamental continuarmos num caminho de captação de investimento, a relação com
os grupos privados tem sido fundamental”, considerou.
“Sem o Governo nada disto tinha sido possível”
Nuno Batista que falou, também, em cooperação institucional
e deixou claro que “sem o Governo Regional nada disto tinha sido possível”. Aproveitou a presença do presidente do Governo Regional para lhe deixar um agradecimento.
Muitas vezes se ouve ‘apenas o Governo faz obra’. Nunca
mentimos, sempre assumimos que o trabalho a efectuar nestes quatro anos tinha um
apoio muito importante do Governo Regional. Senhor Presidente, tem sido um
gosto ver a sua dedicação à causa pública. Nunca falhou uma palavra daquilo que
são os compromissos assumidos com o Porto Santo. Temos trabalhado a uma só voz,
é um trabalho conjunto pelo Porto Santo e pelos porto-santenses.
Em questões de âmbito mais local, contrapôs aqueles que “dizem
que o Presidente da Câmara não ouve ninguém”. Nuno Batista afirma que o executivo
camarário tem promovido a cooperação institucional com todos. “A oposição está
aqui e sabe que mesmo com a maioria que temos, temos aceitado propostas que têm
sido apresentadas pela oposição”, elucida.
Não estamos cansados. Por vezes estamos esgotados, mas
sempre cheios de força para continuar. Vamos continuar aqui enquanto quiserem,
pelo Porto Santo e pelos porto-santenses.
