As Casas de Saúde de Psiquiatria das Irmãs
Hospitaleiras da Câmara Pestana e da Sagrada Família, e Casa de Saúde S. João
de Deus, Funchal, repetindo quase à letra o comunicado emitido ontem, onde manifestaram publicamente "aos partidos políticos e seus
deputados, à Diocese do Funchal, às diversas instituições da Região e a toda a
população da Madeira, a mais elevada preocupação e inquietação com a situação
atual de crise política, a consequente ingovernabilidade e a não aprovação do
orçamento da Região para o ano económico de 2024"l.

Entendem que esta situação, a se prolongar, "conduzirá inequívoca e
terminante crise para as Casas de Saúde mental que atualmente tratam, recuperam
e reabilitam mais de 800 pessoas em regime de internamento, nossas concidadãs
da Madeira, que devido a vulnerabilidades e fragilidades severas e graves,
necessitam de tratamento e apoio, assim como as suas famílias e que nós,
enquanto cidadãos, instituições responsáveis e comunidade Madeirense, temos o
dever e a responsabilidade de cuidar".

Apelas assim ao "respeito" e à "humanidade" para insistir, asseverando, por estarem certos, "de que, com a não
aprovação do orçamento, não conseguiremos continuar o nosso trabalho de
tratamento, de qualidade e segurança". E continuam: "O prolongamento da situação atual, sem um
orçamento aprovado na Região Autónoma, coloca em causa os planos de
desenvolvimento das instituições de psiquiatria a curto e médio prazo".

Nomeadamente, aponta, "alguns
serviços poderão ser interrompidos, não acontecerem e serem descontinuados;
alguns contratos de trabalho podem vir a ser interrompidos; e respostas
emergentes às pessoas sem-abrigo, à toxicodependência e aos tratamentos
compulsivos terão de ser adiados".

Assim, "dada a gravidade da situação atual, resta-nos apelar
ao sentido de responsabilidade dos políticos para que tenham sentido de serviço
publico, de dever, de responsabilidade social, focando-se no imperativo da
aprovação do orçamento de 2024 para a Região Autónoma da Madeira", concluem.

As entidades em causa têm para hoje, pelas 11h30, agendada uma conferência de imprensa para abordar precisamente este tema.