A Administração dos Portos da Região
Autónoma da Madeira (APRAM) prosseguiu na tarde desta quarta-feira com a
operação de limpeza de algas (sargaço), novamente no interior do Porto do
Funchal, indica nota à imprensa.
"A operação, que mobilizou a
embarcação Ancoreta e o semirrígido Climarcost, uma auto-grua multifunções, uma
viatura de caixa aberta e oito elementos da APRAM, prolongou-se por três horas,
concentrando-se na área do cais 1 do Porto do Funchal, de onde foram retirados
sete metros cúbicos de sargaço. Recorrendo ao equipamento Enhancer E-B2100 (uma
cesta de recolha em malha de aço soldada), adquirido pela APRAM no âmbito do
projeto Oceanlit, foi a primeira vez que a APRAM efetuou a limpeza de sargaço
por varredura dentro da bacia portuária.", acrescenta.
"Até agora, as operações de limpeza
têm sido realizadas com os meios humanos e técnicos colocados em terra,
recolhendo-se as algas com recurso a redes e outros equipamentos. Desta vez, a
solução passou por ‘varrer’ o espelho de água no interior do Porto do Funchal,
recolhendo o sargaço que seria depois retirado para uma viatura, que a
transportou para o Centro de Fruticultura de São Martinho, no Funchal", refere ainda.
Diz também que desde o início do ano, as operações
de limpeza realizadas pela APRAM envolveram um total de quatro embarcações,
outras tantas viaturas, duas máquinas de movimentação de carga e 37 homens.
Foram recolhidos já 62 metros cúbicos de sargaço.
"A ocorrência desta alga no
oceano é um fenómeno natural, que tem mais prevalência em águas tropicais, como
as das Caraíbas, onde existe uma grande concentração: o Mar dos Sargaços. Com
as alterações climáticas e a subida da temperatura das águas, esse fenómeno
tem-se deslocado no Atlântico, atingindo já Canárias, Açores e nos últimos
meses a Madeira", revela.
E conclui: "Para responder ao fenómeno, o
Governo Regional criou um grupo de trabalho multidisciplinar, que envolve
várias secretarias regionais (Economia, Mar e Pescas; Saúde e Proteção Civil;
Agricultura e Ambiente), que em conjunto têm trabalhado para mitigar os efeitos
da ocorrência destas algas nos mares e praias da Região.".