O Banco Português de Fomento (BPF) registou, no ano passado, um
resultado líquido consolidado de 27,8 milhões de euros, face aos três milhões
de euros que tinha obtido em 2022, adiantou, num comunicado hoje divulgado.

"O Banco Português de Fomento encerrou o ano de 2023 com um
resultado líquido consolidado de 27,8 milhões de euros, refletindo um aumento
de 24,7 milhões de euros face ao ano anterior (3 milhões de euros em
2022)" com o contributo do produto bancário, além do efeito de menores
provisões e imparidades, destacou.

Segundo a instituição, o seu produto bancário aumentou 54,8%,
alcançando 53,9 milhões de euros, "resultado que foi impulsionado por uma
melhoria na margem financeira e por ganhos em operações financeiras e
resultados por equivalência patrimonial", sendo que, "os ganhos em
operações financeiras e os resultados por equivalência patrimonial"
cresceram 3,9 milhões de euros e 2,1 milhões de euros, respetivamente.

No ano passado, "a gestão de fundos continuou a ser a
principal atividade do BPF, representando uma contribuição significativa de 31
milhões de euros para o produto bancário, o que corresponde a 57,44% do
total", revelou.

Já a margem financeira registou uma variação positiva de 11,9
milhões de euros, alcançando 13,2 milhões de euros, indicou.

O BPF disse ainda que os seus custos operacionais e estruturais
registaram um aumento de 1,5 milhões de euros em relação a 2022, para cerca de
18,4 milhões de euros, "refletindo parcialmente o início do processo de
transformação do banco e a expansão do quadro de colaboradores".

Por sua vez, a rubrica de provisões e imparidades "apresentou
uma melhoria acentuada" com uma variação positiva de 11,8 milhões de
euros, explicou.

Já em termos individuais, a atividade do BPF gerou, no ano
passado, um resultado líquido positivo de 22,5 milhões de euros, que compara
com prejuízos no ano anterior.

"Os capitais próprios do BPF no final de 2023 foram de 567,8
milhões de euros, refletindo um aumento de 4,31% em relação a 2022",
indicou.

Tendo em conta os resultados individuais, e "considerando a
relevância de reforçar os capitais próprios do Banco para aumentar o apoio à
economia nacional, a decisão da Assembleia Geral de Acionistas, sob proposta do
Conselho de Administração do BPF, aponta para a constituição de uma reserva de
12 milhões de euros, destinada a suportar dotações de futuros instrumentos de
apoio à economia nacional".

Além disso, foi decidido pelos acionistas que parte significativa
dos resultados do exercício de 2023 passasse para resultados transitados,
depois da constituição da reserva legal obrigatória de 2,25 milhões de euros,
tendo deliberado uma distribuição de dividendos de 1,7 milhões de euros.

O BPF revelou ainda que iniciou no ano passado "uma
significativa transformação organizacional com a incorporação de aproximadamente
50 novos colaboradores", que "só efetivamente começaram a exercer as
suas funções no início de 2024, devido ao atraso na aprovação do Plano de
Atividades e Orçamento", nas áreas de negócio, gestão de risco,
tecnologia, validação de modelos, gestão de informação, conformidade e
sustentabilidade.