A Iniciativa Liberal apontou um
problema para os madeirenses relacionado com a mobilidade aérea, nomeadamente a
questão de que não é possível sair da Região “por menos de 400 euros”. Gonçalo
Camelo foi o porta-voz de uma iniciativa de campanha que decorreu, esta manhã,
com a candidatura a viajar de autocarro e a prestar declarações na Avenida do Mar,
numa clara alusão às questões relacionadas com a mobilidade.
“O paraíso está cheio, mas os
madeirenses estão presos no paraíso”, atirou o candidato às eleições regionais de
26 de Maio. Nesse sentido, o partido acredita que não vai haver regulamentação
em relação ao pagamento das viagens, pelos madeirenses, referentes apenas aos valores
que lhes competem, nomeadamente os 86 euros.
Gonçalo Camelo afirma que os deputados,
eleitos à Assembleia da República, que falaram do assunto durante a campanha,
agora já não o fazem. “Nenhuma companhia aérea vai vender passagens a crédito
ao Estado”, exceptuando a TAP, “porque sabe que o Estado não cumpre”.
Daí que o IL defenda a aplicação
do modelo do Estudante Insular à generalidade dos madeirenses. “Esse modelo
está testado e está a funcionar bem”, considera o partido. Por outro lado, há a
proposta de que seja feito um concurso para que sejam adquiridas viagens pelo
Governo Regional, ou pelo Estado, numa espécie de ‘bolsa’ de viagens, que depois
são vendidas à população, tal como no modelo do Estudante Insular. Seria uma forma de 'tabelar' os preços sem o fazer directamente.
Questionado pelos jornalistas sobre
um documento que alegadamente está a circular por forma a coagir funcionários
públicos a votar PSD, o cabeça-de-lista Nuno Morna reafirmou, tal como já tinha
dito no dia anterior, que tal “é pouco democrático e um método coercivo sobre
as pessoas”.
O caso foi ontem divulgado pela
Iniciativa Liberal, na sequência de uma denúncia feita por um cidadão. Mais
indicou que o partido não vai apresentar queixa, uma vez que “nada é feito”. “Vai-nos
dar trabalho, tem custos e depois não dá em nada”, garantiu Nuno Morna.
