O Movimento 'É Possível Impedir a Destruição' pretende reunir-se com o Procurador Geral da República com o intuito de apresentar os problemas decorrentes da instalação de um sistema de teleféricos no Curral das Freiras. Em causa estão não só os impactos ambientais, mas também o uso de dinheiros públicos e o processo de expropriação de terrenos. A indicação é deixada através de comunicado, divulgado hoje, dia em que este projecto será apresentado, no auditório do Curral das Freiras, quando forem 11 horas.
"Este é um dos projectos que lembram outros devaneios dos governantes desta terra, tais como a Marina do Lugar de Baixo que consumiu valores que dariam (à época) para construir o novo hospital; o heliporto do Porto Moniz, que nunca foi usado ou o Campo de Golfe da Ponta do Pargo que continua a consumir o Orçamento Regional, entre outras pérolas das obras públicas nesta Região Autónoma", refere o movimento, num documento assinado por David Francisco.
O movimento denuncia que "com indícios de forte ilegalidade e de forma prepotente", já foram realizados rasgos junto ao miradouro do Paredão, "om a desculpa de proceder a elegias sondagens, colocando em risco a consistência do geossítio do Paredão e descaracterizando a paisagem que promove a visita de milhares de visitantes à Ilha da Madeira". Além disso, apontam o dedo aos riscos que tal acarreta para a 'Freira da Madeira', "a ave, em maior risco de extinção da Europa, que tem consumido avultadíssimos meios e financiamentos para evitar a sua extinção".
Foi este o movimento responsável pela recolha de assinaturas contra a instalação deste sistema de teleféricos, reunindo cerca de um milhar de pessoas. "Apesar do persistente desrespeito pelo conjunto das iniciativas de cidadãos que alertam para o atropelo a regras básicas da conservação da natureza, para o uso responsável e sustentável de dinheiros públicos, este Movimento não desiste de intervir, como já o fez através da Providência Cautelar que decorre nos tribunais, ou como o fez este Movimento através de iniciativas públicas de denúncia e de pedagogia cívica de forma a prevenir que não sejam levados a cabo intervenções no terreno que possam causar danos irreparáveis na paisagem e na zona do Paredão, classificada como de relevante interesse geológico", indica.
