A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) manifestou, hoje, a
sua "profunda indignação" com o adiamento do aumento da Retribuição Mínima Mensal
Garantida (RMMG), na Madeira.
"A USAM considera este adiamento inaceitável e
exige uma resposta urgente por parte do Governo Regional da Madeira", indica esta força sindical em comunicado de imprensa.
A USAM lembra que o aumento da RMMG para 850 euros
já tinha sido aprovado na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) em Janeiro de
2024, sendo este aumento "vital para milhares de trabalhadores madeirenses que vivem
com baixos salários e que estão a ser sufocados pelo aumento do custo de vida,
mormente os artigos de primeira necessidade".
"A demissão do Presidente do Governo Regional não pode
ser desculpa para adiar o pagamento do aumento da RMMG", pode ler-se na nota remetida esta manhã às redacções.
A USAM reconhece que a demissão do Presidente do
Governo Regional provocou um impasse político. No entanto, consideramos que
este impasse não pode ser usado como desculpa e arma de arremesso, para adiar o
pagamento do aumento, que sendo insuficiente, os trabalhadores aguardavam
ansiosamente. O Governo Regional tem a responsabilidade de encontrar
uma solução urgente para que o aumento da RMMG possa ser implementado o mais
rapidamente possível.
A USAM reforça que "não aceitará que os trabalhadores madeirenses
sejam novamente penalizados pela instabilidade política na Região Autónoma da
Madeira", apelando à mobilização dos trabalhadores "para que pressionem o
Governo Regional a tomar medidas urgentes para a actualização do aumento da
RMMG". Manifesta ainda a intenção de "organizar,
mobilizar e apoiar acções de protesto e de luta caso seja necessário".
Refira-se, a propósito, que o representante da República para a Região Autónoma da Madeira (RAM), o juiz conselheiro Ireneu Cabral Barreto, assinou e enviou, hoje, para publicação o decreto legislativo regional que “aprova o valor da retribuição mínima mensal garantida para vigorar na Região Autónoma da Madeira”.

