Kátia Vieira, uma das advogadas de Idalina Perestrelo, afirmou, esta
tarde, que “fez-se justiça” com a absolvição da sua cliente e de Francisco
Andrade porque “estas duas pessoas não tinham rigorosamente nada a ver com a
queda da árvore” ocorrida a 15 de Agosto de 2017, no Monte.
“Existem tragédias e fatalidades. Ocorreu uma queda da árvore como
ocorreu o 20 de Fevereiro. É óbvio que estamos solidários com as famílias das vítimas
e com as pessoas que ficaram feridas nesta situação mas estes sete anos foram
uma tragédia para a vida da dr.ª Idalina e do engenheiro Francisco”, declarou a
advogada.
À saída do tribunal, a mesma profissional fez críticas à actuação das
forças políticas e do Ministério Público. “Tenho pena que tenha havido durante
este processo aproveitamento político, da esquerda à direita, porque estamos a
falar de pessoas, estamos a falar de entes queridos que partiram e quiseram
tirar vantagem desta situação da justiça”, lamentou. Já quanto ao Ministério
Público, Kátia Vieira considera que “falhou muito, quer na fase de inquérito,
quer na fase de instrução, mas “na fase de julgamento foi totalmente isento e
extremamente profissional”.
