O Sindicato da Hotelaria da Madeira não recebeu até ao
momento nenhuma proposta formal por parte da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF), entidade que representa o patronato,
motivo pelo qual, decide manter a greve entre 30 de Dezembro e 1 de Janeiro.
Isso mesmo foi manifestado no comunicado divulgado há
instantes à comunicação social pelo Sindicato que agendou para o dia 27, pelas
16 horas, uma conferência de imprensa no seu auditório, no Funchal.
A estrutura sindical que representa os trabalhadores que vão
estar de serviço no réveillon, um dos momentos em que a hotelaria mais precisa
de recursos humanos, adiantou que “em virtude das entidades patronais na
hotelaria até à presente data não apresentaram qualquer proposta”, “mantém a
greve de 30 de Dezembro a 1 de Janeiro”.
Em causa está reivindicação da proposta de aumento salarial de 75 euros, enquanto a ACIF apenas sugere um subida de 53 euros.
A 18 de Dezembro, o secretário regional com a tutela do Turismo Eduardo Jesus, salientava, em reacção ao pré-anúncio da greve, que as negociações ainda estão em curso entre sindicato e patronato, manifestando esperança num entendimento entre as partes e no cancelamento da pretensão de paralisar o sector num momento crucial para o turismo da Madeira.
