“Não gastemos as nossas forças em combates internos.
Antes pelo contrário. Usem-nas para combater as forças externas, aquelas que
procuram atingir negativamente e prejudicar a advocacia e os advogados
portugueses”. O apelo, numa alusão às divergências em torno de temas como a alteração
dos estatutos, os autos próprios e a tabela remuneratória, foi expresso por Artur
Jorge Baptista, presidente do Conselho Regional da Madeira da Ordem dos
Advogados, na sessão de encerramento da XIII Convenção das Delegações da Ordem
dos Advogados, realizada no Centro de Congressos da Madeira.

Justificou o reparo por não gostar de viver em torno dos
problemas, mas antes, trabalhar em soluções.

Momento também aproveitado para exaltar a advocacia
portuguesa e o orgulho em ser advogado, profissão essencial “para a defesa dos
direitos, liberdades e garantias dos cidadãos”.

Por levantar preocupações, Artur Baptista abordou ainda a
IA – Inteligência Artificial para afirmar “continuo a acreditar que a IA pode,
deve e é uma ajuda, mas não substitui, porque a emoção o sentimento e a ética
não são apropriáveis pela máquina”. Convicção que leva o advogado madeirense a
concluir que “a IA não nos há-de substituir enquanto tivermos este saber, esta
liberdade técnica, este sentimento”, reforçou.

Terminou reiterando o apelo à união da classe: “Todos
somos poucos para vencer todos aqueles que põe diariamente em causa todos os
direitos dos advogados e da advocacia portuguesa”, disse.