Passaram-se quase 300 dias desde as buscas policiais na
mega-operação da Polícia Judiciária e o Ministério Público na Madeira e, desde então, Miguel Albuquerque nunca foi chamado pelo
Ministério Público para ser interrogado pelos procuradores do caso. No entanto, já o pediu por duas vezes.
Pedro
Barosa, advogado do líder do executivo madeirense, revelou ao Expresso que a
defesa já requereu que Albuquerque fosse ouvido por duas vezes mas nunca teve
qualquer resposta do MP.
"Miguel Albuquerque continua disponível
para ser ouvido. Não temos tido novidades por parte da investigação contra o
meu constituinte. E acreditamos que esta continua a correr os seus
termos", disse àquele semanário.
A Polícia Judiciária e o Ministério Público investigam contratos suspeitos entre o Governo Regional e empresas ligadas ao grupo AFA e ao Pestana CR7, que levaram à detenção do ex-presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado e à constituição de arguido por corrupção do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

