A presidente do Instituto de
Segurança Social da Madeira esclareceu que a gestão do lar não foi cedida a uma
gestão privada, mas sim a uma IPPS. “Todos nós sabemos que a RAM tem lares
geridos directamente pela Segurança Social”, disse Micaela de Freitas.
A presidente apontou que a segregação
de funções é uma mais-valia, permitindo que o ISSM possa fiscalizar o trabalho
que está a ser feito. Por outro lado, considera ser mais fácil para uma IPSS
recrutar trabalhadores do que para a Função Pública, tal como é mais fácil para
substituições de baixas, por exemplo.
Micaela de Freitas indica também
que é mais célere para uma IPPS contratar serviços e empreitadas, uma vez que
as instituições públicas têm uma série de fases obrigatórias para abertura de
procedimento.
A presidente do Instituto de Segurança
Social da Madeira, Micaela de Freitas, está a ser ouvida no âmbito de uma audição
parlamentar convocada pela 7.ª Comissão Especializada Permanente de Inclusão
Social e Juventude que visa esclarecer questões relacionadas com o
Estabelecimento Bela Vista, no Funchal.
Isabel Garcês, deputada eleita
pelo PS, confrontou a presidente da Segurança Social com o estado de degradação
e os problemas do Lar Bela Vista, bem como o atraso de pagamento de salários
aos funcionários, excesso de trabalho. Referiu que a cedência gratuita do lar
do Atalaia Living Care não tira responsabilidades ao próprio Governo Regional.
Quis saber quais os procedimentos
e acções concretas foram tomadas pela Segurança Social aquando do banho com ‘chaleira’
devido a uma avaria grave numa caldeira de aquecimento de água.
A socialista quis saber os fundamentos
para a passagem da tutela para a esfera privada e o que mudou no serviço prestado,
bem como procedeu o ISSM para resolver a avaria, bem como qual o apoio prestado
para a resolução dos problemas. Isabel Garcês quis saber porque alguns trabalhadores
pretenderam a mudança de estabelecimento aquando da passagem para o privado.
Micaela de Freitas, em relação às
caldeiras, disse que a reparação das caldeiras é da responsabilidade da
associação Living Care, competindo a esta os procedimentos para que as caldeiras
voltassem a funcionar. A presidente da ISSM indica que um trabalhador teve
formação para manusear as caldeiras, estando afecto a 100% para o Lar Bela
Vista, contratado pela associação.
Além disso, afirmou que foi prometido que nenhum trabalhador
ficaria no Lar contra a sua vontade, pelo que aqueles que o desejaram,
transitaram para outros serviços. Acrescentou que houve várias reuniões com os
trabalhadores e foram os princípios anunciados que ficaram plasmados nos
documentos.
