Cerca de 20 bombeiros sapadores da Região deslocaram-se hoje
a Lisboa para reivindicar a regulamentação do horário de trabalho, a reforma aos 50 anos e um regime de avaliação específico, entre outras condições de trabalho.

Tal como foi noticiado, o arranque desta manifestação teve
lugar junto à Assembleia da República e contou com a presença de centenas de
sapadores de todo o país, tendo ficado marcada pelo rebentamento de vários petardos.
Alguns desafiaram os deputados, o primeiro-ministro e o Presidente da República
a fazer uma 'selfie' no cenário da manifestação, tendo outros incendiado vários
pneus e queimado um fato dos bombeiros.

Um caixão branco foi levado em braços para a porta do
parlamento enquanto os manifestantes gritavam a palavra vergonha,
responsabilizando os decisores políticos pela situação da classe.

Marco Nunes, vogal da direcção do Sindicato Nacional de
Bombeiros Sapadores, referiu ao DIÁRIO que a greve na Região foi superior a 80%
e que abrangeu os Bombeiros Sapadores do Funchal, os Bombeiros Sapadores de
Santa Cruz e os Bombeiros Municipais de Machico.

Contudo, explicou que o socorro não foi posto em causa, uma
vez que a greve está direcionada aos serviços administrativos e questões
internas.

“O nosso objectivo neste momento é encetar o mais breve
possível as negociações condescendes a uma revisão da carreira porque a
carreira já não é revista há mais de 22 anos e é tempo suficiente para que o
Governo chame os sindicatos e faça uma negociação séria, dando condições salariais
e outras que os bombeiros há muito têm vindo a reivindicar. O Governo já
conseguiu resolver e bem um conjunto de problemas que já se arrastavam em
outras carreiras, mas os bombeiros sapadores que são funcionários da
administração pública têm sido colocados de parte, o que tem causado grande
insatisfação”, lamentou.