Dinis Ramos, deputado eleito pelo PSD/Madeira à Assembleia da República, natural da Ponta do Sol, reagiu à visita da Ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, esta sexta-feira, às obras no Tribunal da Ponta do
Sol. Umas obras que, no entendimento da bancada social-democrata demonstram "a inércia executiva do Governo da República.
O madeirense lamentou, a propósito, "os sucessivos
atrasos no cumprimento dos prazos", que, conforme salientou, "têm prejudicado os munícipes como
todos os agentes ao serviço da justiça, nomeadamente funcionários judiciais, magistrados
e advogados".
“Não se percebe, nem se admite, que uma simples obra de
maquilhagem, muito longe de corresponder às exigências dos profissionais que
ali trabalham, e que não responde às carências profundas do edifício em si, se
arraste durante tantos anos”, atirou Dinis Ramos.
O também vice-presidente da
JSD/Madeira foi mais longe e questionou qual a justificação do Governo PS "para ao final de três anos estar ainda longe de concluir uma obra que
consiste simplesmente em substituir uma telhas e instalar um elevador?”
O deputado social-democrata
em São Bento vê o Tribunal da Ponta do Sol como "o exemplo perfeito do imobilismo, do
desleixo e da incapacidade de execução do Partido Socialista”. Conforme
referiu, em tom irónico, “por este andar o Novo Hospital da Madeira, a maior
obra pública a decorrer no país, da responsabilidade do Governo Regional, corre
o risco de ser concluída primeiro”.
“Depender do Governo da República
para o seu desenvolvimento seria o pior que podia acontecer à Madeira.
Felizmente temos um Governo Regional, e também um parlamento próprio, com
capacidade de execução”, acrescentou.
Dinis Ramos estranha ainda que os
deputados do PS na Assembleia da República, através da deputada Marta Freitas, "procurem desesperadamente elogiar uma obra que, para além de não corresponder
às necessidades dos utentes e agentes do sistema de justiça que ali trabalham e
exercem, não foi capaz de cumprir com nenhum dos prazos previstos".
“Se isto é o melhor que o Governo
da República do PS tem para apresentar na Madeira, e em particular na Ponta do
Sol, então estamos esclarecidos. Antes de elogiar para agradar a Lisboa,
desafio os deputados do PS a perguntarem aos utentes da Ponta do Sol, Calheta e
Ribeira Brava, bem como aos advogados, funcionários judiais e magistrados,
quais foram as suas condições de trabalho nestes últimos anos e se as obras em
curso satisfazem as necessidades mínimas do serviço”, rematou.
As obras no
Tribunal da Ponta do Sol começaram no ano de 2021, com uma previsão de 120 dias
para a sua conclusão, e em 2024 ainda se encontram a decorrer.

