"É inegável que o Funchal precisa de uma sala modular
de espectáculos. O que nos faz espécie é a localização", manifestou hoje a Iniciativa Liberal Madeira (IL-M) em comunicado de imprensa, a propósito da visita do presidente do Governo Regional à obra para a construção da Sala de Concertos da Madeira, na Avenida Sá Carneiro, no Funchal.

"Faz sentido uma casa da música num local
caracterizado por maus cheiros — existe uma ETAR a poente do local escolhido
que empesta aquela zona com um cheiro nauseabundo —, humidade — há uma nascente
no subsolo do local escolhido —, vibrações — um túnel rodoviário fica adjacente
ao local —, um posto de atracação de navios Ro-Ro — ruídos constantes da rampa
e de movimento automóvel —, uma lota — geradora de movimentos de embarcações de
pesca, ruídos provocados pelas máquinas de gelo e cheiros intensos a peixe —,
eventos de massas frequentes — cortejos carnavalescos, Festa da Flor,
competições desportivas, competições motorizadas —, transporte, carregamento e
utilização de materiais pirotécnicos, dificuldade de acessos de emergência em
situações de catástrofe, barcos a entrar e a sair do porto e o ruído que isso
provoca?", questionam os liberais.

"Não, não faz sentido nenhum. Isto é só mais uma coisa que não tem pés, nem cabeça. E que vai custar muito dinheiro", criticam.

Na mesma nota, a IL sugere como alternativa a "localização fabulosa", anteriormente proposta por Alexandra Mendonça, antiga presidente da APRAM.