A CDU foi hoje ao Bairro da Ponte, no âmbito de uma iniciativa sobre os problemas de habitação no concelho do Funchal, na qual concluem que os governantes da Madeira não estão sensibilizados para os problemas nesta área social. Naquela urbanização na freguesia de Santo António, o coordenador regional da CDU, Edgar Silva apresentou "as
crescentes situações de agravamento do acesso ao direito à habitação nesta
Região".
Na iniciativa
política, o recém-eleito deputado regional denunciou "a grande mentira veiculada pela
governação quanto ao 'amianto zero' nos bairros sociais. Tal como
noutros lugares, o Bairro da Ponte é um dos casos concretos de bairro social
onde está por resolver o grave problema de saúde pública e as condições de
habitabilidade digna", denunciou.
Na intervenção, Edgar Silva retratou "as condições degradantes que correspondem a bloqueios no
acesso ao direito à habitação", exemplificados no Bairro da Ponte, onde "as pessoas vivem há décadas numa situação dita provisória, sem que até hoje
tenha resolução. As casas são pré-fabricadas em madeira, com cobertura em
amianto. Quando chove, são muitas as infiltrações de águas. As
canalizações de água e as instalações eléctricas estão completamente caducas. E
os governantes nada fizeram para a prometida resolução daquele que já é
problema humanitário", lamentou.
O coordenador da CDU
destacou, ainda, "as condições infra humanas a que tantas pessoas ainda estão
submetidas, apenas e só, como acontece no Bairro da Ponte, devido ao facto de
os governantes não terem realizado o investimento público necessário a
condições mínimas de habitabilidade para quem reside em habitação
pública", cenário que ocorre "em muitos bairros, em virtude do desleixo da governação,
sobram promessas e faltam os investimentos públicos para garantir uma habitação
digna em quem vive em habitação pública".
Para a CDU, na voz de Edgar Silva, "a
gravidade do problema habitacional não está a ser devidamente interpretado
pelos governantes, quer nas autarquias da Madeira, quer pelo Governo Regional.
Os governantes não estão minimamente sensibilizados para a dimensão dos
problemas sócio habitacionais que estão colocados nesta Região", conclui.
