A vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) reagiu aos números do anuário financeiro dos munícipios, que dá conta do aumento do passivo da autarquia da capital madeirense em 9 milhões de euros, face a 2021, conforme niticia hoje o DIÁRIO.
É natural que haja um aumento da dívida da câmara fruto do
investimento que tem sido feito e que tem sido bem descriminado. Mas também a taxa de financiamento de 2021 que está no orçamento,
teria de ser corrigida com a dívida à ARM, que não estava contabilizada e que
nós identificámos como sendo de 40 milhões de euros.
Cristina Pedra sublinhou que a dívida à ARM deveria estar registada nos anos
anteriores. "Quando entrámos em 2021, pudemos este valor com toda a
transparência e só isso faz aumentar o valor da dívida. Não é que tenha
aumentado, mas sim que existia e não estava contabilizada", explicou.
"Além disso há um forte investimento que a câmara tem vindo a
fazer, desde a ETAR, o bairro da Nazaré com a construção de fogos, um programa
de asfaltagem, a vertente social e cultural, no ambiente investimos milhões no
parque de máquinas", reforçou.
Reagindo à Confiança, que acusa o actual executivo de "cobrança recorde" aos munícipes do Funchal, Cristina Pedra contrapõe com "situação
histórica da maior redução de sempre da carga fiscal municipal".
Entre outras medidas, a
vice-presidente salientou os 20 milhões e quatrocentos
mil euros de devolução progressiva do IRS aos munícipes (até 2025), "o que não
acontecia no passado", bem como os seis milhões de euros que a autarquia deixou
de receber ao eliminar a derrame de forma "a beneficiar as empresas e a
actividade económica empresarial".

