Isabel Galriça Neto, porta-voz da Comissão Política Nacional, anunciou em primeira mão
uma carta que o líder centrista, Nuno Melo, irá escrever aos militantes, que
será pública, sobre a temática da coligação PSD/CDS, sem maioria absoluta, mas reforçada na
Madeira com apoio do PAN. Questionada, esta manhã no programa 'Café Duplo' da TSF, se o partido preferia uma aliança com a
Iniciativa Liberal, a ex-deputada do CDS-PP à Assembleia da República lembrou que o acordo não foi com o CDS, embora faça parte do Governo.

"Muito tem sido dito e que não corresponde à realidade e,
sinteticamente (a carta servirá) para centrar a realidade", começou por
garantir. "De facto houve uma vitória estrondosa e muito expressiva da
coligação PSD/CDS-PP na Madeira e uma derrota", reforçou, "uma derrota enorme
do Partido Socialista. E eu não consigo entender porque é que todos protegem o
António Costa e não procuram o primeiro-ministro para que se pronuncie sobre
esta derrota com uma perda de 8 deputados, que é assinalável".

Dito isto, a médica que esteve no parlamento de 2009 a 2019,
lembra que "o acordo que o CDS tem é com o PSD e é de governo e que este acordo
celebrado com o PAN foi pelo PSD", reforçando que "o CDS, claramente, tem valores,
formas de estar, princípios completamente antagónicos daquilo que são os valores
do PAN e são nossos adversários políticos, com o respeito que nos merece
qualquer adversário político". E concluiu: "Como é evidente, a iniciativa do
acordo foi do dr. Miguel Albuquerque e, estatutariamente, é ao CDS Madeira que
cabe tomar decisões. E aqui o que se impõe é perceber que é preciso privilegiar
a estabilidade governativa, ter um papel institucional e perceber aquilo que é
do verdadeiro interesse dos madeirenses. E não deixamos de afirmar que o CDS
Madeira estará à altura para acautelar os interesses dos madeirenses."

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