A candidatura ‘Somos Madeira’ manifestou, hoje, a sua
preocupação relativamente à nova Lei da Droga aprovada pelo PS, uma Lei que, "contrariamente ao que seria de esperar e ao que, efectivamente, ajudaria a
dissuadir os problemas associados às toxicodependências", vem, conforme explicou
a candidata Vera Coelho, “despenalizar o trafico, facilitar a vida do
traficante e, com isso, potenciar os consumos”.
Isto, sublinhou, "com graves prejuízos para as famílias e para a
sociedade em geral, assim como para o trabalho em rede que tem vindo a ser
desenvolvido na Região e que, agora, carece de ser reforçado para o futuro".
Declarações feitas à margem da reunião estabelecida esta manhã
na Casa de Saúde São João de Deus, durante a qual esta foi uma das questões
centrais abordadas com a candidatura ‘Somos Madeira’, que reitera a sua posição "contra uma Lei que, ao despenalizar o trafico e ao descriminalizar a ação dos
traficantes vem também criar mais zonas cinzentas e dúbias, mais problemas aos tribunais e às forças de segurança”.
“Julgo que não deve haver nenhum pai, nenhuma mãe ou nem nenhuma
família que fique tranquila com a leviandade com que o PS tratou o tema da
droga”, frisou a candidata, deixando claro que, da reunião estabelecida,
concluiu-se que, "com esta nova Lei, o traficante fica muito mais à vontade, o
consumo poderá vir a aumentar e com isso existem consequências que advêm dos
comportamentos aditivos para as quais a Região precisa de estar
preparada".
“No caso da Região em particular, todo o trabalho em rede e toda
a monitorização que tem vindo a ser feita comprova que com esta Lei, com esta
força que se dá ao consumo, tudo isto resulta numa explosão para a nossa
sociedade”, acrescentou a candidata, sublinhando que, "a partir de
agora, há todo um trabalho que precisa de ser intensificado".
Com efeito, e, segundo
ficou também expresso durante a reunião, "as entidades já estão a tentar reforçar
preventivamente a sua acção em rede", embora antevendo que, "com esta nova legislação, os números poderão vir a aumentar".
Vera Coelho que, a rematar, fez questão de sublinhar o facto de a
Região "conhecer os seus números e os fenómenos que existem", o que "naturalmente
ajuda à definição de estratégias tendentes a combater os consumos, embora
lamente que o PS tenha aprovado, de forma irresponsável e sem medir as reais
consequências, uma Lei que afecta gravemente a vida de toda a população, dos
mais jovens aos menos jovens".
