Com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a antever novos constrangimentos na operação do Aeroporto Internacional da Madeira - Cristiano Ronaldo, Miguel Albuquerque voltou a falar dos limites de vento, nomeadamente sobre a possibilidade do Aeroporto do Porto Santo poder constituir uma alterativa de aterragem em solo insular.

"Vamos ser realistas. Não é nenhuma solução. A solução é termos maior fiabilidade e maior capacidade de utilização
a nossa pista", afirmou o presidente do Governo Regional aos jornalistas, à margem da inauguração do segundo ginásio da marca ‘Fitness Factory’ na Madeira, localizado no Caniço.

Albuquerque admitiu que a ideia do Porto Santo como 'plano B' "pode fazer sentido em determinadas circunstâncias, mas nunca é uma solução, porque tem custos mais elevados, tem uma parte logística muito complicada e tem também uma parte operacional complicada", sustentou.

"O que nós temos é que tecnicamente fazer um esforço para, com
toda a segurança, estudarmos novamente os limites [do vento] que foram fixados
em 1964", disse o presidente, renovando o pedido que fez ao ministro das Infra-estruturas, João Galamba.

O líder do executivo regional voltou, portanto, a insistir na criação de um corpo técnico para adaptar os limites de vento. "O que nós temos é que tecnicamente fazer um esforço para, com
toda a segurança, estudarmos novamente os limites [do vento] que foram fixados
em 1964". Isto porque "se antes tínhamos três voos por dia, hoje em dia com o número de voos que temos – e temos uma ligação a 90
rotas – num dia ou dois [de paralisação] ficam 17 ou 20 mil pessoas penduradas", reforçou.

Em jeito de crítica, e sobre o arrastar da situação no Aeroporto da Madeira, acrescentou ainda que em "tudo o que dependa do Estado, andamos sempre a falar há muito
tempo".